sábado, 27 de julho de 2013

ASSUENSE

Jussier Ribeiro de Magalhães

Tela de Jussier Ribeiro
Hoje falaremos sobre o assuense Jussier Ribeiro de Magalhães – Artista Plástico, médico pioneiro no tratamento de queimados. Jussier não chegou a completar 39 anos de idade (nasceu em 1947). Muito jovem revelou seu talento e sensibilidade. Ainda menino fazia cirurgias em melancias na fazenda do avô. Também prendia a atenção dos colegas com sua forma criativa de contar histórias, animando cada personagem, ou fazendo desenhos e relevos na areia branca de Ponta Negra. A vocação para o desenho também se manifestou desde a infância, ainda ao interesse pela anatomia humana.

Formou-se em 1973, deixando Natal para fazer residência médica no Rio de Janeiro, onde participou da equipe do cirurgião plástico Assunção de Macedo, conterrâneo já renomado naquela época. Atuou no Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro e especializou-se em Cirurgia da Mão e Administração Hospitalar.

Em 1978 voltou para Natal, onde montou consultório e instalou no Hospital Walfredo Gurgel a prática de cirurgia e tratamento específico dos Queimados. Artista meticuloso, executava as cirurgias com perfeição: até os desenhos descritivos que fazia para registro das cirurgias eram arquivados pelo hospital, como exemplos de excelente técnica.

Também foi considerada perfeita a primeira cirurgia de prótese mamária realizada em parceria com Dr. Ivo Barreto. Dr. Jussier Ribeiro recebeu convite para sair de Natal, mas manteve-se fiel à sua terra, embora enfrentasse sérias dificuldades por falta absoluta de recursos no Hospital Walfredo Gurgel. 

Embora com uma profissão tão absorvente, como artista plástico também realizou intenso trabalho. Gostava de atuar com bico-de-pena e nanquim, como quem queria domar as manchas escuras que se alastravam sobre o papel branco. 

Jussier Ribeiro Magalhães começou a expor em 1966, participando de diversas mostras individuais e coletivas em Natal. Em 1967 fez a capa da Via Sacra ilustrada internamente por Dorian Gray, com textos de padres, pastores, poetas e políticos, numa produção da Secretaria Estadual de Educação do RN. Em 1972 participou da coletica de Arte na Biblioteca Castelo Branco, em Recife, recebendo a Medalha de Bronze. No ano seguinte obteve o 1º lugar de Desenho na Semana de Arte Universitária em Natal. Faleceu no dia 24 de março de 1986. O auditório do Hospital Walfredo Gurgel leva o seu nome para a posteridade.
Fonte: 400 Nomes de Natal - 2000

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