sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ASSU

 SÍMBOLO OFICIAL

HINO DO ASSU
Sinhazinha Wanderley
Lei municipal nº 06/69 – de 11 de outubro de 1969
Letra e música da poetisa e musicóloga assuense
MARIA CAROLINA WANDERLEY CALDAS 
(SINHAZINHA WANDERLEY).

            Qual um canto harmonioso
            Das aves, pelo ramado
            A minh’alma te festeja
            Meu Assu, idolatrado.

            Estribilho

            Torrão bendito hei de amar-te
            Dentro do meu coração
            Salve, Assu estremecido,
            Salve, salve ó meu sertão

            Palmeiral da minha terra
            As várzeas cobrindo estás
            Tu que és útil pelo inverno
            E pela seca ainda mais

            Valoroso, florescente,
            Em face dos mais sertões
            Hão de erguer-te o nosso esforço
            Nossos bravos corações.

Fonte: Lei Municipal. Assu - Notas Cronológicas - Inédito - Ivan Pinheiro.

ASSU

SÍMBOLO OFICIAL


BRASÃO DO MUNICÍPIO DO ASSU

        O brasão do  município do Assu foi criado através da Lei Municipal nº 06/69 - de 10 de outubro de 1969. 
- Artigo 5º - "O Escudo poderá ser usado em documentos e papéis, como distintivo característico do Município do Assu".
Fonte: Lei Municipal. Assu - Notas Cronológicas - Inédito - Ivan Pinheiro. 

ASSU

SÍMBOLO OFICIAL

BANDEIRA DO ASSU
Lei Municipal nº 06/69 de 10 de outubro de 1969. 
Instituiu nos seus artigos 1º e 2º, como símbolo municipal, para uso em todo o território do Município, a Bandeira do Assu - constituída de um retângulo com as cores verde e branca, caracterizando a exuberância da terra e a paz nela reinante, tendo ao centro um escudo amarelo, em forma de “U”, que na sua cor, simboliza a riqueza e, na sua forma, a união, e neste a coluna histórica da passagem do século (XIX/XX), ladeada por duas carnaubeiras, palmeiras típicas da região, encimada por uma faixa de cor azul, representativa do céu, com a data histórica de 16.10.1845, tendo acima desta uma estrela (maior luz do Vale), de cor branca, significativa do nascimento do Assu cidade, e, sob a base da coluna, as cores características da água, representando o rio Piranhas/Assu e o principal lago do município a Lagoa do Piató.
Assinou a referida Lei o senhor Prefeito João Batista Lacerda Montenegro e o Secretário de Administração senhor Sebastião Pinheiro de Oliveira. O desenho da Bandeira e a descrição, bem como o Brasão, foram criados pelo advogado provisionado senhor João Marcolino de Vasconcelos - o popular "Dr. Lô".
Fonte: Lei Municipal. Assu - Notas Cronológicas - Inédito - Ivan Pinheiro. 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

CAUSO ASSUENSE:

 AUTO ESCOLA

Saia... Literalmente

J
OSIAS Calixto andava muito pela oficina de Enock Cachina em Assu. Certa vez inventou de aprender a dirigir. Enock tentou fazer os primeiros testes no "motorista". Mandou Josias entrar no veículo e começou as instruções:
- Josias, tire o carro de marcha - Josias empolgado mexeu na marcha e colocou em "ponto morto" - Agora, pegue a chave, coloque na ignição e ligue.
            O carro funcionando deixou Josias empolgado. Enock continuou:
 - Agora saia...
 Josias, chateado, naturalmente, abriu a porta do carro e saiu... Literalmente.

TROVA ASSUENSE:

POBREZA
PObreza, mísera peça,
Soluços, prantos, ruína;
Té a palavra começa,
Por onde tudo termina.

Autor: Poeta assuense Luís de Macedo Filho

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

REMINISCÊNCIAS:

 João Lins Caldas e sua Marcha Fúnebre

Corpo do poeta João Lins Caldas no seu caixão, sendo velado na casa do seu primo e amigo Luiz Lucas Lins Caldas Neto (avô paterno do editor deste blog - Fernando Caldas), cidade de Assu/RN, 1967. Na fotografia da esquerda: Domitília Eliete de Medeiros, João Crisóstomo Tavares (?), (?), Ivo Pinheiro, Tibobô, Fernando Caldas (criança), (?), Luiz Roberto (Luiz da Carroça), Mário Tavares Dantas, (?), (?), Levi de Oliveira Gomes, dentre outros admiradores do grande poeta Caldas. 

Vamos conferir o seu poema fúnebre intitulado Marcha Fúnebre:

Os cem mil padres do meu negro enterro
Vão agora passar, círios às mãos.
Os cem mil padres, os cem mil irmãos...
Nasci... dou-me por pago do meu erro
Já que dá morte é que me vem o enterro...
Nasci... dou-me por pago do meu erro.

Noite... e dentro da minha solidão...
A solidão é um pássaro da noite...
Quem não te busca, pálido tresnoite,
Alma fria da noite, pelo chão...?
Amo a noite do amor, amo esse açoite,
Os círio rezam morte no clarão...

Vejo o olhar dos mortos pela treva,
Lá passa, vai adiante, o meu caixão...
Quem passa assim, quem com tal força leva
Meu esquife pesado, cor de treva,
Meu caixão,
Quem leva, quem leva?...
Vai meu corpo levado cor de treva...

Vejo os claros da morte pelo chão...
Tudo planeja o negro, a solidão.
Meu corpo, vai-se ver, não se vê fundo...
Entrarei pela terra, cor de terra...
Terra aqui, terra ali, terra... desterra,
A minha boca aterra...

Olhando a morte, quero ver o mundo...
Achar a solidão, quero ver fundo...
Solidão, solidão...
O som de um sino e a voz de um cão...
Meia noite... Solidão...

Agora os quero, do meu enterro,
Todos os padres, de volta irmãos...
Frontes curvadas, círios às mãos,
Hoje de volta do meu enterro...

Todos os padres, para o meu erro,
Hoje de volta são meus irmãos,
Os cem mil padres do meu negro enterro.

Postado por Fernando Caldas

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

REMINISCÊNCIAS:

 MONSENHOR JOAQUIM HONÓRIO - O SANTO DE MACAU

Joaquim Honório da Silveira, nasceu em Macau, no dia 14/01/1879, sendo filho de Francisco Honório da Silveira Canuto e Ana Honório da Silveira, descendente de uma das principais famílias do município a Honório e Silveira.

Os registros indicam que ele viveu para o sacerdócio, fez deste ideal seu projeto de vida. Sua religiosidade inicia-se em 29/03/1895, quando ingressa no Seminário Episcopal da Paraíba, levado pelo Padre Francisco de Assis e Albuquerque, vigário de Macau na época, a quem foi confiada a sua vocação. No seu primeiro pastoreio a frente da paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Macau Monsenhor Honório junto com a comunidade fundou as seguintes associações Católicas: Pia união dos filhos de Maria, Doutrina Cristã, Pia Associação das Almas e a Confraria do Santíssimo Rosário.

No dia 15/08/1913, Monsenhor Honório assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal, onde permaneceu por sete meses. Em março de 1914 foi transferido para a Paróquia de São João Batista na cidade de Assú, ficando até 12/03/1926. Nessa cidade foi responsável pela fundação do Colégio Nossa Senhora das Vitórias.

Monsenhor Honório faleceu no dia 01/11/1966. Foi sepultado na Igreja matriz de Nossa Senhora Conceição em Macau. 

Fonte: CHICO TORQUATO
Colhido do Blog Fernando Caldas.