sábado, 31 de janeiro de 2015

CURIOSIDADES DO CAMPEONATO POTIGUAR

UM TORNEIO DE NÚMEROS CONTROVERSOS
Oficialmente, foram realizados 92 campeonatos estaduais, mas, pela contagem dos títulos dos times, esse número pode chegar a 100. 
ALGUMAS EDIÇÕES NÃO EXISTIRAM OU NÃO TERMINARAM
Em algumas edições do Campeonato Potiguar, mais especificamente em 1918 e na década de 1920, não houve competição ou ela simplesmente não chegou ao fim. Todavia, o Centro Natalense é considerado o campeão de 1918, pois liderava quando a disputa foi interrompida. Da mesma forma aconteceu em 1936, mas naquele ano o ABC foi declarado campeão.

Outro torneio que não terminou foi o de 1942, em virtude da Segunda Guerra Mundial e do Campeonato Brasileiro de Seleções. Essa edição, porém, não teve campeão declarado.

As temporadas que não têm qualquer registro de competição são 1920, 1922, 1923, 1924 e 1925. "Nesses anos, nos jornais da época, constam apenas torneios e amistosos, mas nenhum campeonato como os que vieram em seguida", conta Marcos Trindade. 

O Campeonato Estadual com o maior número de clubes foi o de 2004, com 14 equipes. Já os que tiveram menos participantes ocorreram em 1990 e 1991, com apenas cinco clubes cada. Na edição de 1995, nada menos do que 144 partidas foram disputadas. E em 1988, o América precisou entrar em campo 46 vezes para sagrar-se campeão.

O time recordista de gols em um único Estadual é o ABC, com 112 bolas na rede durante o certame de 1983. E o que menos marcou foi o Atlético, em 1976, com um solitário golzinho.

DADOS DO CAMPEONATO POTIGUAR:

> Pior média de gols: 1,79, EM 1989.
> Maior artilheiro em um só campeonato: Silva, do ABC, com 32 gols em 1983.
> Maior público já registrado: 50.488 pessoas, em 09 de maio de 1976, durante ABC 3 a 0 América.
> Menor público: dois pagantes, na partida Fluminense 1 a 1 Pauferrense, dia 23 de abril de 1997.
> Campeonato com mais gols: o de 1994, com 366 bolas na rede. 

Fonte: Novo Jornal (30/01/2015) - Marcos Trindade - Pesquisador e Blogueiro.
Imagem colhida no jotinhaalves.blogspot.com 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

POESIA:

SECA

Se o sudeste reclama da estiagem
Que diria o meu pobre sertanejo
Que do fogo do sol sente o bafejo
Mas não perde sua fé e a coragem.
Olha a mata sem vida e sem roupagem
Contemplando a vil desolação
Sem conforto, sem roupa e sem feijão
Que ao seu filho lhes possa oferecer
Se não sabe o que é seca, venha ver
Cinco anos sem chuva no sertão
Autor: Hélio Crisanto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CRÔNICA

O BRASIL DESCOBERTO POR ASSÚ
O Brasil descoberto por Assú – Há uma coletânea de textos que eu estou degustando no momento, que já imaginava que me causaria imenso prazer em ler, mas não dimensionava o quanto. Estou lendo a “História do RN” em fascículos, da Tribuna do Norte (texto obrigatório para todos os potiguares – leiam). Já no segundo fascículo, Início da colonização, título “Prioridade Europeia”, subtítulo “Controvérsias sobre a presença espanhola”, tive o imenso prazer de notar a importância do Assú na história mundial, universal e intergaláctica. Está escrito que o Brasil foi realmente descoberto por Assú (morram de inveja). Antes de 1500, o navegador espanhol Alonso de Ojeda (foto acima) teria atingido o Delta do Assú no Rio Grande do Norte. Outro herói que atingiu o Rio Grande do Norte foi Diego de Lepe, que chegou à enseada do Assú antes de Cabral. Tudo comprovado e registrado por diversos pesquisadores. Sendo assim, determino que a partir de hoje Assú seja declarado como ponto de descobrimento, e não Porto Seguro. Sugiro trocar o Hino Nacional pelo suprassumo do cancioneiro popular na letra de Renato Caldas, assuense da gema, com a canção: “Reboliço”. O Pavilhão Nacional (Bandeira) terá que ter carnaúbas, assim como a bandeira da Atenas Norte-Rio-Grandense, com os dizeres “Um pedacinho de céu dentro do mundo”. O sete de setembro será dia 16 de outubro, quando os valentes portugueses escaparam da morte certa por canibalismo dos Janduís (tribo local) e declararam como Terras do Senhor e fundaram a “Vila Nova da Princesa”, nos idos de 1700 (se não me falha a memória).

Dessa forma, a cidade do Assú alcançará finalmente o lugar que por direito é dela e que foi surrupiado de maneira calamitosa por essa cidade insignificante e oportunista conhecida como Porto Seguro e, consequentemente, por toda a Bahia. Outro que merece o nosso mais total repúdio é esse ilustre segundo ou terceiro colocado na corrida para as Américas, Pedro Álvares Cabral. Um sujeitinho aproveitador e mesquinho que nem as glorias contemporâneas conseguiu para si. Os espanhóis descobriram o Brasil e foi por ASSÚ. Tenho dito. 

Crônica do escritor assuense Bruno Magalhães - Livro: Confraria dos Crônicos - Outubro de 2004.
Foto de Alonso de Ojeda retirada do www.quien.net.

LITERATURA:

Lançamento.

"Proposta de Chuva" de Maria Maria Gomes
A poesia está na alma, como o rouxinol está nos ramos.
Alfred de Musset
A atividade de criação poética ao nosso entender é um ato na grande maioria das vezes, íntimo e solitário, mas, que resulta em momentos não raro sublimes, do mais alto valor artístico. Diante de um papel em branco, os poetas adestram a sua força e domam as palavras. O que para muitos pode ser um instante infinito de busca pelas palavras, para outros estas parecem saltar literalmente dos dedos.
A poesia vem a ser uma espécie de libertação da alma, mas, para que o poema se realize de forma completa é necessário que haja o trabalho ordenado dessa liberação. São raros os que conseguem isso com  êxito. A poetisa Maria Maria Gomes está entre esses. O livro “Proposta de Chuva” (Oito Editora, 2014), lançado por ela, recentemente, é um livro rico em exemplos de como a construção poética  parece ser muitas vezes um chamado divinal e privilégio de poucos.
O processo da criação poética de Maria Maria Gomes sob alguns aspectos lembra Drummond.  Ao descrever as cenas e  personagens que estruturam sua vida e obra a partir de suas lembranças, muitas inclusive da infância, de onde busca as recordações mais íntimas, agradáveis e até mesmo mágicas,  a poetisa revive seu passado e o reutiliza como matéria de sua poesia.
Em “Proposta de Chuva”, dois aspectos recebem mais atenção: a preocupação  com o banal do cotidiano; e as reflexões acerca da própria poesia, tanto no que concerne ao seu processo de criação, como no que diz  respeito à inserção dela na realidade social, isto é, ao papel que ela desempenha como agente transformador da ordem.
Essa importante poetisa seridoense incorpora coisas simples do dia a dia do interior do Estado em sua poética, além dos conflitos do homem com o mundo. Coisas que nos passam despercebidas são captadas pelo olhar de Maria Maria Gomes.
Vejamos um exemplo:
 Bicicleta de domingo
Alguém pode dar uma volta
de bicicleta comigo?
 Vou no bagageiro, prometo,
ao entardecer desse domingo.
Com versos aparentemente singelos, a poetisa registra momentos comuns do cotidiano, mas que nos trazem profundos momentos de reflexão e riqueza emocional.
O livro de Maria Maria Gomes expressa uma poesia universal, mas, com ela retratos provincianos de um Seridó  são destacados, com riqueza de detalhes, fazendo jus à famosa frase de Tostoi, segundo a qual, “canta a tua aldeia e cantarás o mundo”.  A linguagem poética da obra – ressaltamos - pode parecer demasiado simples, mas é muito bem elaborada esteticamente.

 A poetisa sabe muito bem “drummondiar” o que há de bom, porém, com a sua própria marca e estilo.

Thiago Gonzaga é especialista em literatura e cultura potiguar pela UFRN.
Postado por 101 Livros do RN.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

REGISTRO:

Morre, aos 85 anos, a atriz, cineasta e cantora VANJA ORICO
Vanja Orico compôs o elenco, como atriz principal, do filme 'Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro' filmado no Assu (em partes) no início dos anos setenta, no qual atuou ao lado de Neri Vitor, Rodolfo Arena, Waldir Onofre e Milton Villar. O longo metragem teve Produção de Willian Cobett, Produtor Associado Jonas Garret, com fotografia de Carlos Tourinho, alicerçado pela equipe de filmagem coordenada pelo Macha - José Regattieri.
Filmagens em frente a Casa Paroquial (foto do Blog de Fernando Caldas)
Na foto observamos, à direita, dois assuenses: Dedé Caldas e Zélia Amorim
Vanja Orico e demais artistas agitaram a pacata "Terra da Poesia". Surgiu nessa época a poesia musicada que tem o famoso refrão: Assu é bom, eu posso afirmar, sem o receio de me enganar..." 
Vanja Orico durante o Festival de Cannes em 1953 (RDA/Getty Images)

A cantora, atriz e cineasta Vanja Orico, nome artístico de Evangelina Orico, morreu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 85 anos, vítima de complicações decorrentes de câncer no intestino. Ela também sofria de Alzheimer e estava internada no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, desde o dia 11. Ela será enterrada nesta quinta-feira, no cemitério São João Batista, no bairro do Botafogo.

Vanja, filha do escritor Osvaldo Orico (1900-1981), tornou-se famosa em 1953, quando cantou Mulher Rendeira no filme O Cangaceiro, premiado no Festival de Cannes e sucesso mundial. Depois atuou em outros filmes do chamado Ciclo do Cangaço, passando a ser considerada musa do gênero. Participou de Lampião, o Rei do Cangaço (1964), Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1972).

Vanja atuou ainda em diversos filmes nacionais e estrangeiros, entre os quais Mulheres e Luzes (1950), quando cantou o tema folclórico Meu Limão, Meu Limoeiro. Em Lampião, O Rei do Cangaço, de Carlos Coimbra, trabalhou com o ator Leonardo Vilar. Também atuou em Lucci Del Variata, de Federico Fellini e Alberto Lattuada.

(Com Estadão Conteúdo)
Fonte: Veja.

REMINISCÊNCIAS:

CARNAVAL DO ASSU
No Carnaval do ano de 1955 havia os blocos carnavalescos “Corsários” (coordenação de Chico Belo) e “Vassourinhas” (coordenação de Djalma Sapateiro, tendo como baliza o pintor Zé Estevão).
Outras agremiações carnavalescas eram: Tribo de Índios “Janduís”, em que João Branco era o Pajé e o bloco de bagunça “Arranca-Toco”. Na época saiu um anúncio: “a tribo dos Janduís lançou seu grito de guerra contra a tristeza, realizando ensaios preparatórios para os festejos mominos”
Fonte: Assu, Gente, Natureza e História. Silveira, 1995: 103.
Foto ilustrativa coletada no www.tvreplay.com.br.

ASSUENSE EM DESTAQUE:

Com música tema de Frozen, potiguar faz paródia para reclamar do calor
Danilo Lopes, 24 anos, diz que se inspirou em reclamações nas redes sociais.
No dia em que gravou o vídeo, ele disse que fez 40º em Assu, onde mora.
Por: Nathallya Macedo Do G1 RN
Com uma paródia da música 'Let It Go', tema do filme de animação 'Frozen', um morador de Assu, cidade do Oeste do Rio Grande do Norte, gravou um vídeo para reclamar do forte calor na região. Danilo Lopes tem 24 anos e também escreveu a letra. Na página que mantém no Facebook, o vídeo já teve quase 5 mil visualizações e centenas de compartilhamentos.
 
Danilo Lopes canta em eventos da igreja e festas de
aniversário (Foto: Arquivo pessoal)
Danilo Lopes mora em Assu, a pouco mais de 200 quilômetros de distância de Natal, e canta em eventos religiosos e festas de aniversário. Ele contou ao G1 que começou a perceber as pessoas usando as redes sociais para reclamar do calor neste verão, que registra temperaturas muito altas, principalmente no Nordeste. “Comigo não foi diferente. Quando gravei o vídeo, no último dia 23, o termômetro chegou a 40 graus aqui em Assu”, afirmou.

Esta foi a primeira paródia que Danilo escreveu. Em um trecho da música, o cantor brinca: “se tirar selfie aqui, se queima o celular”. A música Let It Go ganhou o Oscar de melhor canção original em 2014. “E foi escolhida, justamente, por ser muito conhecida”, revelou Danilo. “Essa música está fazendo sucesso no Brasil e no mundo todo. Então, imaginei que muitas pessoas assistiriam por chamar atenção”, acrescentou.
 
No vídeo, o potiguar aparece com uma camisa de mangas longas para ironizar a situação. Danilo disse que se inscreveu no quadro 'Os Iluminados do Domingão', do programa Domingão do Faustão. O quadro busca novos cantores brasileiros e tem prêmios a partir de R$ 50 mil. “Amo cantar. Tenho a esperança de ser chamado”, disse o rapaz.
Fonte: G1.