sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

REGISTRANDO:

O programa Registrando, levado ao ar todo sábado entre 12h e 13h pela Rádio Princesa do Vale, em Assú, vivenciará neste sábado (27), sob a direção do comunicador José Régis de Souza, sua última edição de 2014, e recebe como convidado o deputado estadual George Soares (PR).
Em sua intervenção, o parlamentar deverá se pronunciar acerca de uma série de fatos que pautaram sua primeira experiência na Assembleia Legislativa do RN, para a qual foi reeleito em outubro deste ano, para seu segundo mandato consecutivo.
Obviamente, deverá no mesmo espaço radiofônico falar de suas expectativas, planos e projetos, para o ano de 2015 e para a futura legislatura que se iniciará em fevereiro.
Provando, de modo inequívoco, seu efetivo comprometimento com o Assú e região, o deputado George Soares foi o único dos 24 parlamentares com assento na Assembleia Legislativa potiguar, que compareceu mensalmente ao Registrando, para fazer do programa o veículo no qual realizou a prestação de contas deste seu primeiro mandato.
Postado por Pauta Aberta

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

UTILIDADE PÚBLICA:

O Deputado Estadual George Soares conseguiu aprovação da Assembleia Legislativa e a sanção da Governadora Rosalba Ciarlini nos processos de reconhecimento de utilidade pública de diversas associações assuenses.
As instituições que foram agraciadas com a Lei de Utilidade Pública foram: Associação Comunitária de Nova Esperança (Ascone); Associação Comunitária de Baviera; Associação Comunitária de Panon II (ACP); Associação Comunitária de Simão, Carne Gorda e Janduí; Associação dos Moradores de Areia Branca Piató (Amabp) e Associação dos Pequenos Agricultores do Palheiros I.

sábado, 20 de dezembro de 2014

NOMES DA TERRA:

Algumas nomes de comunidades e cidades Potiguares cujos significados foram retirados do Livro “Nomes da Terra” do mestre Luís da Câmara Cascudo. Vejamos:
Praça São João Batista
ASSÚ – Nome do Rio Piranhas ou Assú, também Rio do Peixe, ao atravessar o território onde conflui com o Rio seridó. É o mesmo Piancó, na Paraíba, onde nasce. Município do Assú (foto - praça São João), principal cidade da região do Vale do Assú.
ANGICOS – Município. Lagoa em Portalegre e Touros. Riacho em Currais Novos e Mossoró. Serra em Santa Cruz. Povoação em Augusto Severo. Árvore piptadênias, de uso multiforme e predileção popular.
BANGUÊ – Lagoa e serrote no Assú. Serrote em Serra Negra do Norte. Significa: liteira Manual, carro-liteira com assento de couro. Também significa engenho de açucar de tração animal.
BOI-CHÔCO – Praia e povoação no Ceará-Mirim. Antiga rua na cidade de Goianinha e antigo bairro em Assú. Significa piolho-de-cobra, centopeia.
CARNAUBAIS – Município do vale do Assú. Poço de Lavagem e Santa Luzia. Plural de Carnaubal. Lagoa em Portalegre.
CUMBE – Antiga lagoa em Assú. Comunidade rural do Assú. Lugar em Ceará Mirim. Serrote e riacho em Caraúbas e Martins. Africanismo. Povoação com este nome em Angola, no Zaíre e em São Salvador do Congo.
IPANGUAÇU – Município no Vale do Assú. Significa Ilha Grande. Nome de um pajé e guerreiro potiguar que decisivamente auxiliou a fixação colonizadora dos portugueses no Potengí, possibilitando as pazes e subseqüente fundação da cidade do Natal em 1599.
MENDOBIM – Lugar e Açude em Assú. Começou por fazenda já existente em 1784.  De mand-obi, significa o estojo ou o rôlo pontiagudo.
MUTAMBA – Povoação e riacho em Assú e Jucurutu. Topônimo vulgar pelo Rio grande do Norte. Árvore Guazuma ulmifolia. Os indígenas chamavam-na Ibixuna. É africanismo, de Angola, embora a árvore no continente negro não seja a mesma.
PATAXÓ – Rio em cuja margem esquerda esta a sede municipal de Angicos. O mesmo rio Santa Maria, rio de Angicos, rio Patachoca. Distrito e Açude localizado no município de Ipanguaçu. Os Pataxós foram indígenas do grupo JÊ.
PORÉ – Lagoa e comunidade em Assú. Lugar em Augusto Severo. Significa gaita indígena.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

LUTO:

EDGARD BORGES MONTENEGRO
*22/06/1920 +17/12/2014 
 
Faleceu, na Casa de Saúde São Lucas - Natal, o líder político do Vale do Assu, Doutor Edgard Montenegro.

EDGARD BORGES MONTENEGRO nasceu em Assu no dia 22 de junho de 1920, sendo o 3º de uma prole de 10 filhos do casal Manoel de Melo Montenegro e dona Cândida Borges Montenegro.

Casou em 1946 com Maria Macedo Montenegro (in-memorian) de cujo matrimônio nasceram 07 filhos: Edgard Borges Montenegro Júnior, Edmar Macedo Montenegro, Paulo Roberto Macedo Montenegro, Rizza Maria Macedo Montenegro, Rejane Maria Montenegro Nunes Fernandes e Dália Maria Macedo Montenegro.

Foi da primeira turma mista do Colégio “Nossa Senhora das Vitórias” - Assu. Diplomou-se Engenheiro Agrônomo na Escola Superior de Agronomia de Lavras - MG.

Regressando a sua terra natal entrou na vida pública como o sexto Prefeito constitucional do município. Administrou o Assu de 1948 a 1953.

Além de Prefeito, foi Deputado Estadual por 05 legislaturas: 1955/58 (suplente); 1959/62; 1963/66; 1967/70 e 1971/74 (suplente), tendo assumido nas gestões em que ficou nas suplências.

Encerrou sua vida pública como vice-prefeito do município de Ipanguaçu, eleito por duas legislaturas seguidas, tendo como companheiro de chapa José de Deus Barbosa Filho.

Esteve a frente das seguintes instituições: CODEVA; COFAN; DNOCS; COAPERVAL; Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte e foi conselheiro Estadual do SEBRAE. Através desses órgãos muito pôde contribuir para o desenvolvimento sócio econômico do Rio Grande do Norte.

Homem de inegável postura de idoneidade, integridade e respeito. Orador de primeira grandeza, sábio articulador.

Doutor Edgard, foi um cidadão de experiência apurada. Sempre dispôs da amizade, respeito, admiração e incontestável apoio das grandes lideranças da Região e do Estado.

O “Comandante Edgard” – como também era conhecido, foi grande porque se fez entender pelos pequenos, partilhando com o povo suas alegrias.

Como líder semeou esperanças, realizou sonhos quase impossíveis, enfrentou dificuldades e galgou muitas vitórias... Cidadão de habilidades extraordinárias. Esteve sempre nas trincheiras de lutas ao lado do “seu” imortal povo varzeano.

Desse espaço apresento votos de pesar à todos os seus familiares.

MEMÓRIA PARLAMENTAR:

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA INAUGURA MEMORIAL DO LEGISLATIVO
Na inauguração do Memorial do Legislativo Potiguar, esta manhã (17), o presidente Ricardo Motta (PROS) afirmou que o espaço guarda o tesouro precioso dos antecessores. “Aqui temos a reunião de cada sonho bom, de cada instante inesquecível, sonho espalhado em cada compartimento desse espaço tão bem feito, tão bem cuidado e construído com tanto carinho”, disse.

O presidente destacou o trabalho da equipe e afirmou que o memorial é fruto de muita luta, resultado de intenso esforço e de uma persistência quase teimosa. O espaço tem documentos relativos ao ano de 1835, ano de instalação da Assembleia Legislativa: “Aqui temos registros desde primeiro presidente, o Padre Francisco de Brito Guerra, passando por todas as fases da política potiguar até os dias atuais, podemos percorrer cada caminho temporal de nossa terra e conhecer a fibra dos seus homens e o pioneirismo de suas mulheres”, disse.

A solenidade contou com a presença de familiares e de ex-deputados, como Antônio Câmara, Ana Maria Cavalcanti, Francisco Brilhante, Manoel de Brito, Aldo Fonseca Tinoco, Nelson Freire, Lauro Bezerra, Cleber Bezerra, Paulo de Tarso, Bevenuto Pereira, Frederico Rosado, Cipriano Correia, Cláudio Porpino, Elias Fernandes, José Andrade de Lucena, Geraldo dos Santos Queiroz, Gerôncio dos Santos Queiroz, José Belmont, Valério Mesquita, Pedro de Lucena Dias, Roberto Furtado, Rui Barbosa da Costa, Álvaro Coutinho da Motta, entre outros.

A resolução que criou oficialmente o memorial, 055/2009, foi o passo decisivo para ampliar um trabalho iniciado pela coordenadora, a jornalista Bernadete Oliveira. Bernadete já fazia um de pesquisa da história de criação dos municípios do RN e visitou iniciativas semelhantes na Paraíba e no Ceará.

Até tomar o formato que tem hoje, um longo trabalho de reconstituição dos fatos mais relevantes e garimpo de documentos e objetos foi feito pela equipe, que conta com historiadores, arquitetos, jornalistas, fotógrafos, entre outros. No local é possível encontrar a réplica de um antigo gabinete; objetos pessoais como peças de vestuário, acessórios e até material publicitário utilizado em antigas campanhas. “Com o memorial vamos preservar a nossa história, testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória anunciadora dos tempos antigos”, disse Ricardo Motta.
Assessoria da AL.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

FIQUE POR DENTRO:

CABRAL, UM ILUSTRE DESCONHECIDO
Filho de uma família nobre e rica, pedro Álvares Gouveia nasceu em Belmont, centro de Portugal, em 1468. Como era o segundo filho, só depois da morte do irmão mais velho é que ele pôde usar o sobrenome paterno, Cabral. É provável que ele tenha sido escolhido para comandar a expedição de 1500 por ser casado com D. Isabel de Castro, neta de reis e muito rica. Quando voltou a Portugal, depois de 500 dias, Cabral foi recebido com frieza. Considerado azarento, por ter perdido quase 1.000 homens e seis embarcações, ele se retirou para Santarém, onde morreu por volta de 1520.
Monumento a Pedro Álvares Cabral
Parque do Ibirapuera – Vila Mariana São Paulo – SP
MONUMENTO:

Tendo em seu corpo uma escultura em bronze como homenagem ao descobridor do Brasil, o Monumento a Pedro Álvares Cabral foi projetado pelo arquiteto Agostinho Vidal da Rocha e a escultura em si construída pelo artista Luiz Morrone. 
Localizado no Parque do Ibirapuera, mais precisamente em frente a Assembleia Lesgislativa, o Monumento a Pedro Álvares Cabral foi inaugurado no dia dez de junho de 1988, representando o início das comemorações dos 500 Dias de Descobrimento do Brasil.

Monumento a Pedro Álvares Cabral possui cerca de 5 metros de altura em bronze e seu pedestal em mármore mede 2 m x 1,80 m x 1,84 metros.
Fonte: História do Brasil - Do Descobrimento à abertura democrática; www.infobresil.com.

PÁGINA ASSUENSE:

Angelina Macedo, poeta da minha terra – Assu/RN, era de família aristocrática, originária da cidade do Porto, Portugal, de temperamento sentimental, casou-se em 1896. "O lirismo de Angelina também está marcado pela melancolia, pela religiosidade e por acentuados elementos românticos e simbolistas", depõe o antologista Ezequiel Fonseca Filho.

"Não encontrando no matrimônio a realização de seus sonhos de adolescente", escreveu na sua desilusão, o soneto que, penso eu, parecido com o estilo de poetar da poetisa portuguesa Florbela Espanca, que diz assim:

Sonhei que era feliz e que era amada,
Que ao lado de meus pais tranquilamente,
Passava minha vida sorridente,
Sem nunca pela dor ser perturbada.

Nessa doce ilusão, sendo embalada,
Áureos castelos levantei na mente
E por linda visão aurifulgente,
Era ao céu de fantasia arrebatada.

Porém ao despertar do grato sonho,
Ao ver o meu presente tão tristonho,
Tão negro como fora o meu passado.

Quisera viver sempre adormecida,
Do mundo e de todos esquecida,
Ou ao menos, meu Deus, não ter sonhado!

Abandonada pelo marido, doente e solitária, acometida por uma doença incurável, sentindo a morte chegar, escreveu o soneto intitulado 'Resignação', que diz assim:

Bendita seja a mão, que o golpe envia
Sobre a minha cabeça tão cansada;
Que me adverte ao fim desta jornada,e um dia
Na floresta da vida, erma e sombria.

Àqueles que disseram: Volto ao Nada,
A que triste, viveu somente um dia,
Eu direi: Enganai-vos! A alegria
Espera-me no Além, na Pátria amada.

Não criminem a morte, que me leva
Ao ver estrela que no azul cintila...
A luz, que vem do céu, não chamem treva!

Pouco a pouco, a matéria se aniquila,
Mas a alma imortal aos céus se eleva...
Que venha, pois, a morte - estou tranquila.

Postado por Fernando Caldas