terça-feira, 6 de outubro de 2020

CAUSO ASSUENSE:

 AUTO ESCOLA

Saia... Literalmente

J
OSIAS Calixto andava muito pela oficina de Enock Cachina em Assu. Certa vez inventou de aprender a dirigir. Enock tentou fazer os primeiros testes no "motorista". Mandou Josias entrar no veículo e começou as instruções:
- Josias, tire o carro de marcha - Josias empolgado mexeu na marcha e colocou em "ponto morto" - Agora, pegue a chave, coloque na ignição e ligue.
            O carro funcionando deixou Josias empolgado. Enock continuou:
 - Agora saia...
 Josias, chateado, naturalmente, abriu a porta do carro e saiu... Literalmente.

TROVA ASSUENSE:

POBREZA
PObreza, mísera peça,
Soluços, prantos, ruína;
Té a palavra começa,
Por onde tudo termina.

Autor: Poeta assuense Luís de Macedo Filho

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

REMINISCÊNCIAS:

 João Lins Caldas e sua Marcha Fúnebre

Corpo do poeta João Lins Caldas no seu caixão, sendo velado na casa do seu primo e amigo Luiz Lucas Lins Caldas Neto (avô paterno do editor deste blog - Fernando Caldas), cidade de Assu/RN, 1967. Na fotografia da esquerda: Domitília Eliete de Medeiros, João Crisóstomo Tavares (?), (?), Ivo Pinheiro, Tibobô, Fernando Caldas (criança), (?), Luiz Roberto (Luiz da Carroça), Mário Tavares Dantas, (?), (?), Levi de Oliveira Gomes, dentre outros admiradores do grande poeta Caldas. 

Vamos conferir o seu poema fúnebre intitulado Marcha Fúnebre:

Os cem mil padres do meu negro enterro
Vão agora passar, círios às mãos.
Os cem mil padres, os cem mil irmãos...
Nasci... dou-me por pago do meu erro
Já que dá morte é que me vem o enterro...
Nasci... dou-me por pago do meu erro.

Noite... e dentro da minha solidão...
A solidão é um pássaro da noite...
Quem não te busca, pálido tresnoite,
Alma fria da noite, pelo chão...?
Amo a noite do amor, amo esse açoite,
Os círio rezam morte no clarão...

Vejo o olhar dos mortos pela treva,
Lá passa, vai adiante, o meu caixão...
Quem passa assim, quem com tal força leva
Meu esquife pesado, cor de treva,
Meu caixão,
Quem leva, quem leva?...
Vai meu corpo levado cor de treva...

Vejo os claros da morte pelo chão...
Tudo planeja o negro, a solidão.
Meu corpo, vai-se ver, não se vê fundo...
Entrarei pela terra, cor de terra...
Terra aqui, terra ali, terra... desterra,
A minha boca aterra...

Olhando a morte, quero ver o mundo...
Achar a solidão, quero ver fundo...
Solidão, solidão...
O som de um sino e a voz de um cão...
Meia noite... Solidão...

Agora os quero, do meu enterro,
Todos os padres, de volta irmãos...
Frontes curvadas, círios às mãos,
Hoje de volta do meu enterro...

Todos os padres, para o meu erro,
Hoje de volta são meus irmãos,
Os cem mil padres do meu negro enterro.

Postado por Fernando Caldas

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

REMINISCÊNCIAS:

 MONSENHOR JOAQUIM HONÓRIO - O SANTO DE MACAU

Joaquim Honório da Silveira, nasceu em Macau, no dia 14/01/1879, sendo filho de Francisco Honório da Silveira Canuto e Ana Honório da Silveira, descendente de uma das principais famílias do município a Honório e Silveira.

Os registros indicam que ele viveu para o sacerdócio, fez deste ideal seu projeto de vida. Sua religiosidade inicia-se em 29/03/1895, quando ingressa no Seminário Episcopal da Paraíba, levado pelo Padre Francisco de Assis e Albuquerque, vigário de Macau na época, a quem foi confiada a sua vocação. No seu primeiro pastoreio a frente da paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Macau Monsenhor Honório junto com a comunidade fundou as seguintes associações Católicas: Pia união dos filhos de Maria, Doutrina Cristã, Pia Associação das Almas e a Confraria do Santíssimo Rosário.

No dia 15/08/1913, Monsenhor Honório assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal, onde permaneceu por sete meses. Em março de 1914 foi transferido para a Paróquia de São João Batista na cidade de Assú, ficando até 12/03/1926. Nessa cidade foi responsável pela fundação do Colégio Nossa Senhora das Vitórias.

Monsenhor Honório faleceu no dia 01/11/1966. Foi sepultado na Igreja matriz de Nossa Senhora Conceição em Macau. 

Fonte: CHICO TORQUATO
Colhido do Blog Fernando Caldas. 

terça-feira, 4 de agosto de 2020

POESIA

SÓ O HOMEM QUE AMA DE VERDADE
RECONHECE O VALOR DE UMA MULHER

Quem em pleno vigor da mocidade
Recusa as noitadas bandoleiras
Ao modelo das farras brasileiras? ...
SÓ O HOMEM QUE AMA DE VERDADE.
Jovem, antecipa a maturidade,
Nas ruas não procura uma qualquer,
Pois em casa está seu bem-me-quer
Exalando o carinho necessário...
Ai, agradecendo a Santa do rosário,
RECONHECE O VALOR DE UMA MULHER
 

Autor: Ivan Pinheiro. Assu, 10 de março de 2020.

sexta-feira, 6 de março de 2020

ESPORTE:

Natural de Assú no Rio grande do Norte, Gabriel Veron (Foto) com a camisa 27 fez sua estreia ontem em Libertadores na Argentina ao entrar no segundo tempo no lugar de Luiz Adriano. O palmeiras venceu o jogo por 2 a 0. Curiosamente, o camisa 27 teve o nome inspirado em um ídolo local: Juan Sebastián Verón, meio-campista argentino que fez história no final dos anos 90 e início dos anos 2000 com passagens marcantes por clubes como Estudiantes-ARG, Parma-ITA, Lazio-ITA e Internazionale-ITA e Manchester United-ING, entre outros. Gabriel estreou pelo Profissional do Verdão em 28/11/2019, contra o Fluminense. Logo em sua segunda partida pela equipe principal, a Cria da Academia balançou as redes duas vezes e concedeu uma assistência no duelo com o Goiás, pelo Campeonato Brasileiro, tornando-se o segundo mais jovem atleta a marcar gol pelo Verdão, com 17 anos, três meses e dois dias, desbancando Mazzola, cujo gol de estreia em 1956 foi com 17 anos, seis meses e cinco dias – apenas Juliano, com 16 anos, 11 meses e 23 dias em 1998, está à frente no ranking. O jovem está no clube desde o Sub-15 e ganhou títulos por todas as categorias da base em que jogou. Veloz, habilidoso e forte fisicamente, Veron também acumula prêmios individuais, tendo recebido os troféus de artilheiro e melhor jogador no Mundial de Clubes Sub-17 de 2018, vencido pelo Palmeiras, e a Bola de Ouro da Copa do Mundo Sub-17 de 2019, competição que conquistou com a Seleção Brasileira.
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Fonte: Tatutom Sport
De: https://souzajrdivulgacoes.blogspot.com
Fernando Caldas

quarta-feira, 4 de março de 2020

ARTIGO:

Evolução da economia do RN no final do século XX (1970-2000)
Imagem: Reprodução https://www.saibamais.jor.br
Até a primeira metade do século XX o Rio Grande do Norte (RN) ainda apresentava o perfil de uma típica economia primário-exportadora, pautada na agricultura de sequeiro, na pecuária extensiva e no extrativismo. No entanto, uma reviravolta vai acontecer no período seguinte, quando ocorrem mudanças profundas na base produtiva estadual.

De fato, no curto espaço de três décadas (1970-2000), registra-se uma alteração substancial na configuração da economia norte-rio-grandense, com as atividades primárias tradicionais reduzindo sua importância relativa, enquanto a indústria e, especialmente, os setores de comércio e serviços passam a liderar a composição do Produto Interno Bruto (PIB).

O salto da indústria potiguar ocorre no final dos anos 1970 estimulado pelo incremento da exploração de petróleo e gás natural via PETROBRAS, que se torna a “espinha dorsal” da nossa economia. Paralelo a isso, a indústria têxtil e de transformação em geral avança com o reforço dos subsídios da SUDENE e, em seguida, com a ajuda dos incentivos fiscais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROADI).

É também nos anos 1990 que a agropecuária estadual expande, mesmo tardiamente, a modernização de sua base técnica após a falência do ciclo do algodão, tendo como destaque a produção irrigada de frutas tropicais para exportação no polo Açu-Mossoró e em outras áreas dispersas no território estadual.

Já o setor terciário ganha relevância impulsionado pelo crescimento da urbanização e das atividades industriais concentradas na Grande Natal e em outras cidades de porte médio, como Mossoró. Nesse segmento, além do comércio varejista e no atacado, merece destaque o papel desempenhado pela expansão dos serviços de saúde e educação em todos os níveis. Ademais, as atividades turísticas passam a exercer um peso significativo em alguns municípios, principalmente naqueles localizados no litoral leste.

Esse amplo conjunto de transformações, apenas sumarizado aqui, repercute positivamente na capacidade de geração de riqueza no território norte-rio-grandense. Como mostra as séries históricas de estatísticas do IBGE, de 1970 a 2000, com exceção do início dos anos 1990, a taxa real de crescimento do PIB do RN foi superior à média do Brasil e do Nordeste.

Com efeito, merece destaque a performance obtida pelo PIB local na década de 1970, cuja taxa de crescimento variou acima de 10%. Nos anos 1980, a trajetória da economia estadual manteve seu ritmo acelerado, motivada pelo avanço da indústria do petróleo, perdendo velocidade nos primeiros anos da década de 1990, mas logo voltando a crescer 5,0% entre 1996-2000.

O RN termina o século XX, portanto, com um desempenho econômico bem acima da média brasileira e nordestina. De uma economia primário-exportadora, dependente da agropecuária e do extrativismo, o estado diversifica sua base produtiva e assume um perfil mais urbano-industrial, alcançado em 2000 a 19ª posição no PIB do Brasil e a 6ª posição entre os estados do Nordeste.

É pertinente sublinhar que as mudanças produtivas elencadas também agravaram as desigualdades intra-estaduais, com a riqueza se concentrando no entorno da Região Metropolitana de Natal e nos municípios que sediam as atividades dinâmicas do petróleo, da fruticultura etc. Outra questão desafiadora ao final do período analisado era a persistência de um alto nível de pobreza, que em 2000 atingia 45% da nossa população, conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

Diante desses e outros tantos desafios, o governo potiguar busca atrair investimentos públicos federais e privados visando ampliar a trajetória ascendente da economia estadual. Contudo, apesar dos avanços vindouros, o “elefante” não conseguirá manter o mesmo ritmo de crescimento e vai enfrentar muitos problemas em sua jornada no transcorrer das duas primeiras décadas do novo século.

Joacir Rufino de Aquino 
(Economista, pesquisador e professor da UERN)