quinta-feira, 24 de novembro de 2016

HISTÓRIA:

Batismo de José Alves Martins

João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
No velório da escritora Ana Maria Cascudo Barreto, estávamos em uma roda de amigos, quando Severino Vicente provocou o Senador Garibaldi Alves: João Felipe diz que os Alves vieram de Macau. Garibaldi, então, falou: mas não foi de Angicos?
Comecei a responder, mas a chegada contínua de pessoas impediu a complementação do assunto. Por isso, dou continuidade àquela conversa interrompida, neste artigo, embora já tenha tratado desse assunto em outros artigos.
Em 1810, administrava a Ilha de Manoel Gonçalves, pião de várias terras da região do Assú, José Álvares Lessa. Em 1818, o português e morador da Ilha de Manoel Gonçalves, João Martins Ferreira escrevia para o governador da província, José Ignácio Borges, dando notícia da invasão da dita ilha por corsários ingleses. Era casado com Josefa Clara Lessa, possivelmente, filha de José Álvares Lessa. Em 1823, capitão, encontramos João Martins Ferreira como testemunha ou padrinhos em várias localidades do Assú.
A invasão contínua das águas oceânicas sobre a Ilha foi obrigando seus moradores a se deslocaram para outras localidades, sendo a preferência maior pela então Ilha de Macau, ainda sem habitantes, tendo somente, por lá, alguns práticos. Na lista dos primeiros habitantes de Macau aparecem o capitão João Martins Ferreira, seu filho major José Martins Ferreira e mais quatro genros, segundo a tradição oral.
No período que vai de 1830 até 1834, encontramos os batismos de quatro filhos do major José Martins Ferreira e Delfina Maria dos Prazeres. Nesses registros, onde esses filhos têm seus registros um atrás do outro, por se tratar de reconhecimento de paternidade, consta que eles foram batizados em Macau, embora em outros registros, encontrados isoladamente, as localidades de alguns batismos sejam diferentes. No caso de José Alves Martins, o segundo filho dessa lista, ele foi batizado em Guamaré.
Pois bem, José Alves Martins, casou com Francisca Martins de Oliveira, no dia 27 de novembro de 1852, em Curralinho. Não havia informações dos pais dos nubentes. Em uma das mensagens de um Presidente desta província do Rio Grande do Norte, vamos encontrar a notícia do assassinato dele, em 1871, na povoação de Rosário, por um sócio, João Rodrigues Ferreira.
Em uma das minhas viagens a cidade do Assú, encontrei, no Fórum João Celso da Silveira Filho, o inventário do falecido, tendo como inventariante, e ao mesmo tempo tutor dos filhos órfãos, seu irmão mais velho, Manoel José Martins, ambos inventariante e inventariado moradores em Cacimbas do Viana.
Na relação desses filhos constavam: José Alves Martins (Jr.), 18 anos; João Alves Martins, 13; Francisco Alves Martins, 12; Joaquim Alves Martins, 11; Militão Alves Martins, 10; Josefina Emília Alves Martins, 8; Delfino Alves Martins, 7; Maria, 5; e o caçula Manoel Alves Martins, com 4 anos de idade.
Em 10 de janeiro de 1879, Dona Josefina Emília casou com Absalão Fernandes da Silva Bacilon, natural de Santana do Matos. Esse casal gerou Dona Maria Fernandes (D. Liquinha) e Dona Jesuína, que casaram, respectivamente, com Manoel Alves Filho e Jose Fernandes Silva.
Manoel Alves Martins, o mais novo de todos os filhos do José Alves Martins, em 1888, foi emancipado por completar 21 anos. Casou, primeiramente, com Joaquina Teixeira Martins, nascendo desse casamento, aos 2 de dezembro de 1890, um único filho, Manoel Alves Martins Filho. Enviuvando, casou com Maria Ignácia da Conceição. Desse casamento, nasceram vários filhos, entre eles Manoel Alves Filho, aos 10 de agosto de 1894, que casou com sua prima legítima Maria Fernandes (D. Liquinha). Martins desapareceu do sobrenome dos descendentes.
O percurso, portanto, da família Alves, aqui no Rio Grande do Norte, foi Ilha de Manoel Gonçalves, em seguida Macau, depois Cacimbas do Viana (Porto do Mangue), Santana do Matos, e, finalmente, a mais conhecida, Angicos. Os Fernandes (aqui desapareceram os sobrenomes Alves e Martins) onde a maior estrela foi Aristófanes, filho de Jose Fernandes da Silva e Jesuína Fernandes, permaneceram em Santana do Matos. Inicialmente, alguns dos filhos do major José Martins Ferreira se assinavam como Martins Ferreira, mas com a chegada de outros filhos, com o mesmo nome, do seu segundo casamento com Josefina Maria Ferreira, foi introduzido o sobrenome Alves, que talvez seja originário de José Álvares Lessa, português de Leça da Palmeira, e antigo administrador da Ilha de Manoel Gonçalves.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

AÇÃO PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES HOMENAGEIA MILTON MARQUES PELA POSSE NA ACADEMIA MOSSOROENSE DE LETRAS
O deputado estadual George Soares (PR) apresentou na Assembleia Legislativa do RN, uma moção de aplausos ao médico, empresário e escritor, Milton Marques de Medeiros, pela posse na Academia Mossoroense de Letras – AMOL, oportunidade em que fará o lançamento do livro Déjà-Vu a Trilogia.

Milton Marques é uma das mentes pensantes mais influentes do estado e foi ao lado de Edgard Borges Montenegro, avô do deputado George, um dos sócios-fundadores da rádio Princesa do Vale, em Assú.

“No próximo dia 02 de dezembro, meu amigo Milton Marques estará tomando posse na Academia Mossoroense de Letras – AMOL, ocupando a cadeira nº 04 e, assim, se tornará um imortal, de forma merecida. Nossos parabéns e reconhecimento pelo grande homem que é, e pelos serviços relevantes prestados a nossa região,” escreveu George Soares.
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Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual George Soares

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

HISTÓRIA:

Duas mil milhas separam a cidade de Touros, no Rio Grande do Norte, a Porto Seguro, na Bahia. Mas poucos sabem que ambas possuem um ponto em comum: o descobrimento do Brasil. Pois é. A polêmica em torno do lugar exato onde Pedro Álvares Cabral desembarcou pela primeira vez no país voltará à tona nos próximos meses.

O professor universitário Lenine Pinto, historiador e responsável por uma ampla pesquisa em torno do assunto, está finalizando mais um livro, desta vez intitulado “O Bando do Mar”. Na obra, dará continuidade ao seu primeiro livro, que tornou famosa a polêmica tese de que o Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte.

No ano de 1998 Lenine Pinto publicou a primeira edição do livro, que tinha por título “A Reinvenção do Descobrimento”. Naquela época a publicação foi destaque nacional pela abordagem da temática do descobrimento, e rendeu ao professor a participação em diversas palestras e programas de televisão.

Em entrevista ao Portal Agora RN o docente afirmou estar animado com o novo trabalho, que ele já vem desenvolvendo desde 2007 e pretende lançar no próximo mês de novembro, durante um encontro de escritores em Natal.

“Neste novo trabalho pretendo apresentar aos leitores mais detalhes desse importante período de nossa história, detalhes estes que não estavam na primeira edição”, relatou.

Entre os pontos que o professor destaca como fundamentais para a tese da descoberta aqui no Rio Grande do Norte está o fato de Pedro Álvares Cabral, no dia em que implantou o Marco de Posse na praia de Touros, ter convocado todos os capitães para uma reunião em seu navio.

No encontro ele perguntou aos capitães se não seria conveniente enviar um navio de volta a Lisboa para contar ao rei Dom Manoel que eles tinham achado a terra. Ao saber da notícia, o rei de pronto já se dispôs a mandar, no ano seguinte.

Outro ponto que ele ressalta é que Pero Vaz de Caminha, ao descrever a descoberta da terra, disse que a primeira coisa que viu foi um monte alto e redondo, que seria o Pico do Cabugi, segundo a tese de Lenine Pinto. O Monte Pascal, na Bahia, é uma torre, é cortado e não tem pico. “Isso aí é um atestado claro do descobrimento aqui”, ressalta.

O professor também detalhou que o pau brasil nascia aqui no Rio Grande do Norte e se estendia até Cabo Frio, com uma interrupção na Bahia. “Em Porto Seguro não tinha Pau Brasil, muito menos açúcar, essenciais para a economia da época”, completou.

Reivindicação histórica

Questionado sobre a passividade de políticos do RN em reivindicar uma possível correção histórica sobre a descoberta do Brasil, o professor foi bem direto em sua resposta. “Os políticos do Rio Grande do Norte, em outro caso, entregaram a Pernambuco a Ilha de Fernando de Noronha; eles não têm interesse em ajudar a história, não ligam para o nosso registro”, desabafa.

Como benefício ao Estado por essa possível correção histórica, o educador prevê que a mudança poderia ajudar muito a atividade turística potiguar, gerando mais atratividade para o RN.

Fonte: Agora RN - http://www.onatalense.com.br
Postado por Fernando Caldas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

LITERATURA:

O professor Joacir Rufino de Aquino, do Departamento de Economia do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, da Universidade do Estado do RN (UERN), em Assú, é um dos autores do livro Brasil em Números 2016, editado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O livro será lançado em Natal, nesta quinta-feira (17), às 19h, na Pinacoteca do estado, diz informação veiculada pela página eletrônica da instituição acadêmica. 
Parte do acervo da Pinacoteca do Estado ilustrará a edição anual do livro. 
Na obra citada, o professor Joacir Aquino e o pesquisador Sergio Schneider, da Universidade Federal do RS (UFRGS) foram responsáveis pela análise de conjuntura da agropecuária brasileira.
“Participar dessa importante publicação do IBGE é motivo de muito orgulho para mim, tendo em vista a oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido no âmbito de nossa UERN no contexto nacional”, assinala o professor Joacir Rufino.
Brasil em Números é uma publicação com informações que aprofundam o conhecimento sobre importantes aspectos da realidade brasileira. 
Compacto em seu formato, o livro serve de instrumento de consulta e de base para análises e planejamentos em diversas esferas do governo e da sociedade.
Pesquisas realizadas pelo IBGE, além de dados produzidos pelo Banco Central do Brasil, agências reguladoras e ministérios, serviram como fontes de conteúdo.

AÇÃO PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PAPEL DA UERN NO DESENVOLVIMENTO DO RN
Nesta quinta, 17, o deputado estadual George Soares (PR) participou de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para debater o papel da UERN (Universidade Estadual do RN) no desenvolvimento econômico, social e cultural do estado potiguar.

A audiência teve a presença maciça de professores, funcionários e alunos da UERN. George Soares falou sobre o apoio que sempre deu a universidade e de seu trabalho em favor da educação estadual.

"Já realizamos várias ações que ajudaram a estruturar nossa universidade, como a climatização do Campus de Assú e a entrega de microônibus 0km, adquiridos com recursos vindos de emendas de nossa autoria", lembrou o parlamentar republicano.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

LUTO:

GEORGE SOARES MANIFESTA PESAR PELO FALECIMENTO DO 
VEREADOR NETO DE JOÃO SILVA
NOTA

Nesta terça, 15, o deputado estadual George Soares externou seu pesar pelo falecimento do vereador da cidade de Itajá, Neto de João Silva. Usando suas redes sociais, escreveu:

"Quero externar minha tristeza de receber a notícia do falecimento do amigo e vereador de Itajá, Neto de João Silva. Parceiro e liderança que esteve em nossas lutas em 2010 e 2014. Grande homem público, prestativo e batalhador da política de Itajá. 

Perca irreparável para o município. Que Deus conforte sua família e amigos."

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

GEORGE SOARES:

DNIT REVELA A PARLAMENTAR QUE OBRAS DE ALARGAMENTO NA PONTE FELIPE GUERRA DEVEM INICIAR EM 10 DIAS
Na manhã dessa quinta-feira (03), o deputado estadual George Soares (PR) se reuniu com o superintendente do DNIT/RN, eng. Walter Fernandes, para tratar das obras de reforma da Ponte Felipe Guerra, situada na BR 304, um importante trecho da rodovia federal, em Assú, que liga a região Oeste à capital do Estado.

O superintendente do DNIT/RN afirmou ao parlamentar do PR que as obras na Ponte já estão com recursos empenhados na casa dos R$ 5 milhões de reais no Ministério dos Transportes e as obras no trecho devem iniciar em cerca de 10 dias, com a assinatura da ordem de serviço. A obra tem um prazo de 30 meses.

“Essa ponte é muito importante para nossa região e sua recuperação é essencial para nosso estado, pois ali passam muitas cargas e viajantes. De acordo com o projeto do DNIT/RN, além do alargamento, a ponte terá passagem de pedestre e nova iluminação. Com o prazo de entrega para 30 meses a obra também gerará emprego e renda para nossa região. Um grande benefício para o RN e para o Vale do Açu,” disse George Soares.
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Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual George Soares