domingo, 15 de março de 2015

UM CASAL DE POETAS:


No dia da poesia

Meus parabéns aos poetas
De Assu terra bendita
Onde a rima desperta
Um arrepio, que agita
Paixão que corre na veia
Do poeta em lua cheia
Que entre a gente habita

Uma rima improvisada
Uma tirada um repente
Que nos faz arrepiar
Nos deixa triste ou contente
Poesia em verso e prosa
Uma quadrinha uma glosa
É Assu e sua gente

Então amados poetas
Que flua a inspiração
Pela rima nós tenhamos
Cada vez maior tesão
Vamos enfim dissertar
Rimando ou sem rimar
A poesia é paixão


Autor: Rosivaldo

*_*


O Dia da poesia.

Escolheram este dia
Pra ser o da poesia
E eu quero homenagear
Agradecendo ao Senhor
E dando o maior valor
Para quem sabe rimar.

Quando cada rima vem
A Mente da gente tem
O Poder da imaginação
Ela sai com facilidade
E se torna de verdade
Porque vem do coração.

O Poeta e pensador
Se alimenta do Amor
Que si do seu coração.
E Tudo se torna profundo
Porque ele enxerga o mundo
Com os olhos do coração.

Me sinto muito feliz
Porque sempre que eu quis
Compus uma poesia
Agradeço a Deus este dom
Pois além de ser muito bom
Me da muita alegria.


Autora: Antonieta Guilherme dos Ramos Bezerra.
Postado por Rosivaldo Quirino.

LITERATURA:

Uma coletânea pioneira*

O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios,
tão indispensável como a poesia.
ANAÏS NIN

O erotismo está associado à sociedade e à cultura desde o início dos tempos, e na literatura, nas artes de maneira geral, não é uma exceção, embora muitas vezes submetido à censura. São frequentes referências à sensualidade ou passagens eróticas em várias obras ao longo do tempo, às vezes não como o tema principal, mas como capítulos isolados que contribuem para a evolução da história ou o desenvolvimento de um personagem. Num exemplo recente temos “A casa dos budas ditosos” de João Ubaldo Ribeiro: obra, que representa o pecado da luxúria, é narrada por uma velhinha que beira os 70 e que conta, sem pudores, suas memórias libertinas. Poderíamos citar outros trabalhos como, por exemplo, os de Anais Nin, Henry Miller e DH Lawrence.

A literatura erótica é uma vertente que utiliza o erotismo como tema em sua maior parte no conto ou no romance, embora seja encontrada também na poesia. Cultuada mundo afora, essa vertente é pouco expressiva no Rio Grande do Norte, em se tratando de ficção. Mas, agora podemos comemorar um passo importante da nossa cultura literária. Foi publicada recentemente a primeira reunião de contos eróticos de autores potiguares. Organizada pelo editor e escritor José Correia Neto, a coletânea traz ilustrações do artista plástico José Clewton do Nascimento. “Entre Dedos...” prova mais uma vez a sintonia literária potiguar, e seu valor estético, em relação ao que tem sido produzido em outras capitais, com bons autores e que possuem sensibilidade artística para tratar de um tema difícil, o erótico na literatura.

Editada pela Caravela Selo Cultural, a coletânea ficou um trabalho graficamente perfeito, digno de figurar nas prateleiras de qualquer livraria do mundo. A obra foi muito bem produzida e organizada, e merece todos os confetes, pois entra, inclusive, para a nossa história literária como a primeira desse tipo no Estado. "Entre dedos..." tem a participação de escritores experientes, dentre eles, João Andrade, Cefas Carvalho, Jeanne Araújo, Jania Souza, Maria Marcela Freire, Maria Maria Gomes e Sheyla Azevedo.

Algum leitor mais atento irá notar a ausência de escritores potiguares pioneiros no trato da temática tais como Nei Leandro de Castro, Newton Navarro e Francisco Sobreira. Mas, pelo que observamos, o organizador preferiu enfocar apenas nomes da nova geração.

Nos contos selecionados tanto do erotismo masculino como do feminino, relatos e fantasias são ingredientes indispensáveis que instigam a imaginação do leitor a mexer com a audição, o olfato, o tato e a visão, mesmo sem a presença física de um dado estímulo. É que as fantasias ligadas à sensualidade e ao erotismo têm o potencial de aumentar o nível de interesse pela leitura.

Evidente o esmero da editora e dos seus participantes, que realizaram um bonito trabalho. Em suma, “Entre Dedos...” se serve da descrição detalhista da aventura erótica como pretexto para o derramar-se da mais fina literatura.

*Thiago Gonzaga é mestrando em literatura potiguar contemporânea na UFRN.
Postado por 101 Livros do RN.

AÇÃO PARLAMENTAR:

George Soares entrega emenda para iluminação do estádio municipal em Ipanguaçu.‏
Um sonho de 17 anos deverá ser realizado com a emenda elaborada pelo deputado estadual George Soares (PR) que foi entregue neste sábado, 14, ao prefeito da cidade de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira.

O estádio municipal Joacy Fonseca não possui iluminação para realização de partidas no período da noite. Vendo essa necessidade e a pedidos de lideranças e desportistas, o deputado George destinou emenda parlamentar no valor de 70 mil reais para que seja realizada a obra em Ipanguaçu.

"O prefeito Leonardo nos recebeu com sua equipe de forma democrática para que a prefeitura possa fazer o processo da emenda e conseguirmos atender um sonho antigo dos desportistas de Ipanguaçu que é a iluminação do estádio Joacy Fonseca". Afirmou o deputado George Soares.
-- 
Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual George Soares

sábado, 14 de março de 2015

HOMENAGEM:

Neste dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia, o deputado estadual George Soares (PR) saúda todos os poetas norte-rio-grandenses, que fazem desse gênero literário uma arte que encanta e emociona através de seus versos esteticamente perfeitos.
Em especial, aos poetas-conterrâneos do município de Assú, a Cidade dos Poetas, que já carrega consigo o dom de encantar através da rima. 
"Parabéns a todos os poetas, que este dia seja maravilhoso e repleto de inspiração”, deseja o deputado George Soares.

PÁGINA ASSUENSE:

A POESIA

A linguagem poética
Não tem sotaque,
Ocupa lugar de destaque
Nos estudos da fonética.
A boa poesia, com ética,
Vai ao casebre do pobre,
Ao palacete do nobre,
Aos recantos da cidade,
A qualquer universidade
Sem encontrar quem a dobre.

A poesia não sai de moda
Não envelhece nem morre.
Cria-se lúcido e de porre (?!).
Ao ego agrada, acomoda...
Mas, vez por outra, incomoda,
Bate forte no coração
Como se fosse um ferrão...
Um tiro de bacamarte.
Aí, o poeta buscando a arte,
Encontra a bonança... A emoção.


Autor: Ivan Pinheiro - Assu.           

quinta-feira, 12 de março de 2015

DICA DE LEITURA:

A Poesia Potiguar na Virada do Milênio*
 
A poesia não quer adeptos, quer amantes.
Federico García Lorca
Bastante interessante e válido o trabalho organizado pelo poeta areia-branquense Anchieta Rolim, “Poemas de Amigos”. Publicado recentemente em formato digital, traz uma boa seleção de poemas de uma das melhores safras que o Rio Grande do Norte tem na atualidade, em se tratando de poetas.
 
Ler “Poemas de Amigos” me fez relembrar uma frase dita certa vez por Umberto Eco, que definiu o efeito poético como a capacidade que um texto oferece de continuar a gerar diferentes leituras, sem nunca se consumir de todo. Esta é a sensação causada pela leitura do trabalho, em que constam poemas de Anchella Monte, Jarbas Martins, Clauder Arcanjo, Marcos Silva, Jota Medeiros, François Silvestre, Mário Gerson, Lívio Oliveira, Shauara David e muitos outros, onde o signo verbal se transforma a cada nova leitura.

Os escritores aí reunidos parecem estar em sintonia quando intuito é deixar um belo trabalho para a posteridade. Mergulham na linguagem, imergem em lirismos, fazendo do poema um ser vivo, repleto de plurissignificações, de maneira que sempre será visto de uma nova forma, com uma nova leitura, se recriando , se renovando, fazendo aquilo que o linguista Chomsky chamou de níveis de competência e desempenho. Ou seja: o nível de competência refere-se ao nível de domínio técnico da linguagem, e o nível de desempenho é onde o falante cria em cima do nível de competência. O ato de criar e trazer novas formas poéticas é bastante trabalhado no livro. Não faltam criatividade e talento para tantos momentos de invenção e técnica.

Abaixo um bom momento de criatividade, onde o poeta trabalha a intertextualidade com o texto bíblico.

GÊNESE
(José Saddock)


Antes era o nada.
O nada, porém, solitário e vazio,
E percebendo que nada lhe antecedera
Como nada lhe sucederia,
Fez-se deus e senhor do nada.
E assim, do nada, disse: faça-se o princípio.
E assim se fez.
Vendo que a princípio tudo era bom,
Criou o relógio
(o engenho que do nada fez o tempo).
E fez-se tarde e manhã: primeiro dia.

Na obra, há alguns poemas mais sintéticos e outros despojados de expressão lírica; há também outros com bastante inspiração , expressão de sentimento e estados da alma. Ainda outros abordam a nossa atual realidade; são poemas engajados, com característica social. Exemplo:

MENINO DO FAROL
(Camila Rodrigues)


Observando assim de longe,
Perecem mais vítimas que culpados.
Através do vidro embaçado,
Onde o calor não atinge o ego,
Desvairado destino incerto
Que antes de errar já foi condenado.
Menino franzino,
De olhar tristonho,
Vagando na rua como se num sonho,
Por pouco não foi atropelado.
Fica zanzando anestesiado
Reação causada pela substância ingerida,
Tentando esquecer as mazelas da vida,
O menino passa o dia lombrado.

Ao longo do livro aparecem muitos temas e ideias em ritmos variados, provando a multiplicidade e sintonia da nossa poesia com a brasileira de modo geral. Esse trabalho é importante, também, por ser a primeira reunião de poetas potiguares desse inicio de século (a última reunião de poesia potiguar foi publicada em 1998 por Assis Brasil).

Da mesma maneira que não se pode compreender a cultura portuguesa sem Camões, a inglesa sem Shakespeare, a italiana sem Dante, a alemã sem Goethe, só se compreenderá melhor a literatura brasileira quando se fizer o exato balanço dos trabalhos regionais , incluindo trabalhos e leituras dessa natureza.

Parabéns aos envolvidos no trabalho.

*Thiago Gonzaga é mestrando em literatura potiguar na UFRN.
Postado por 101 Livros do RN.