terça-feira, 29 de julho de 2014

INTEGRAÇÃO:


Lideranças de 12 municípios do RN ligadas ao deputado estadual George Soares (PR), que disputa a reeleição, levaram nesta terça-feira (29) apoio ao candidato do PMDB a governador, Henrique Alves, numa série de reuniões realizadas na Casa 15, o comitê da campanha, na capital potiguar.

Entre prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças, estiveram presentes representantes dos seguintes municípios: Jucurutu, Carnaubais, Assú, Porto do Mangue, Parazinho, Ipanguaçu, Paraú, Serra do Mel, Macau, Itajá, Jardim de Angicos e São Rafael.

A maioria deles também apoiam a candidatura de Zenaide Maia (PR) para deputada federal.
O prefeito de Parazinho, Marquinhos Oliveira (PR), que declarou apoio a Henrique e Wilma de Faria (PSB), disse que o candidato do PMDB é quem tem mais condições de governar o RN.

“Nosso Estado precisa hoje de um homem de comando e de conhecimento. Henrique tem essas qualidades”, afirmou o prefeito, que foi acompanhado de três vereadores.

A vereadora de Assú, Maria Elizângela Albano, conhecida como “Eli da Saúde” (PSD), afirmou que decidiu apoiar Henrique em função do projeto da coligação União pela Mudança.

“Faço parte do projeto completo do deputado George Soares”, disse ela, acrescentando que também vota em Wilma de Faria e na candidata a deputada federal Zenaide Maia (PR).
Para o vereador Márcio Soares (PP), de Jucurutu, a escolha por Henrique Alves se deu pelo seu histórico de serviços prestados.

“É uma pessoa que tem longa estrada de serviços prestados. É o único que pode tirar o RN da situação em que se encontra”, afirmou.

E acrescentou: “Só se faz política somando, e eu vim para somar”, disse, referindo-se ao fato de Henrique ter conseguido unir as forças políticas de Jucurutu.

Quem também decidiu apoiar o projeto do PMDB foi o presidente da Câmara Municipal de Paraú, Nonato Cunha (PSB).

“Henrique é mesmo o melhor. Tem mais capacidade”, declarou.

Nonato e a ex-vereadora Carminha (PSB) fazem parte do grupo que apoia George Soares para deputado estadual e Sandra Rosado (PSB) para deputada federal. Para o Senado, Wilma de Faria (PSB).
O vice-prefeito de Jardim de Angicos, Victor Teixeira (PR), também declarou apoio à chapa Henrique e Wilma.

No mesmo sentido, vereadores de São Rafael, Carnaubais, Macau, Porto do Mangue e Serra do Mel.




Seis vereadores de Itajá confirmaram apoio ao candidato do PMDB, Henrique Alves.
Já o grupo do ex-prefeito de Ipanguaçu, Zé de Deus (PP), com quatro vereadores e quatro suplentes, levou apoio à chapa completa.

CULTURA POPULAR:

VOCABULÁRIO DE PESCADOR
Apresentamos um pequeno vocabulário utilizado pelos pescadores da Lagoa do Piató - Assu/RN, referente ao processo de produção e comercialização do pescado, bem como das relações de trabalho e significados qualificativos de situações e acontecimentos do cotidiano vivenciado. Este glossário é baseado no livro Lagoa do Piató – Fragmentos de uma História, publicado pela UFRN no ano de 1993. 

Quando um pescador diz, por exemplo:

- Vou bater uma búia ou catimbóia – É a técnica de pescaria que consiste em bater com uma vara para espantar o peixe, direcionando-o para as redes ou tarrafas. A buia é uma prática totalmente proibida.

- Vou apanhar bugí – bugí é um tipo de cipó existente no Piató, usado na amarração dos covos.

- Vou comprar umas costelas – Costela são tábuas de madeira, cortadas para confecção das canoas.

- Fulano é duro que nem pau de lata – Trata-se de uma pessoa difícil de entender as coisas; de dobrar-se; de chegar a um acordo.

- Vou tirar embira – Embira é uma espécie de estopa de origem vegetal, usada para completar os espaços das emendas na construção das canoas. A embira se faz tirando-se a casca do Mororó ainda verde. Bate-se e põe-se para secar.

- Fulano quer uma linha vexada – Trata-se de encomenda para confecção de rede ou tarrafa com prazo de entrega determinado pelo pescador.

- Fulano foi botar o molho – Trata-se da técnica usada para a pesca do camarão, que consiste em deixar os covos na lagoa, de um dia para o outro, para aprisionamento do crustáceo. Diz-se também com a técnica de deixar as redes para o dia seguinte.

- O peixe de fulano tá bombado – Bombado é o peixe semi-estragado, necessitando ser salgado para que não apodreça.

- Fulano é um pescador liberto – Diz-se do pescador que comprou seus instrumentos de trabalho, após trabalhar alugado; aquele que detém seus meios ou instrumentos de trabalho.

- Fulano é um pescador sujeito – Diz-se do pescador que trabalha alugado, que não detém os instrumentos de trabalho e nem o comércio da produção da pesca.

- Fulano é um pirão perdido – Diz-se daquele (pessoa ou animal), que não paga a comida que come; que não vale o investimento que lhe foi feito.

- Fulana secou a agulha – Dizem-se quando a feiteira de linha ou malha, a artesã, usa toda a linha ou nylon da agulha, no processo de confecção das redes e tarrafas.

Eita linguajar pai d’égua...
Foto Ilustrativa: Getúlio Moura.

REMINISCÊNCIAS:

VAQUEJADA DO ASSU DE 1965
O jornal da Festa de São João, O BISU, de 21 de junho de 1965, trouxe algumas notas sobre a tradicional Vaquejada do Assu daquele ano. Vejamos:

TUDO PRONTO PARA A VAQUEJADA - Dezenas de pessoas de todas as partes do Estado estão chegando desde sábado para a grande Vaquejada de Assu, que se iniciará amanhã às oito horas. Currais e pistas estão prontos há uma semana, devendo o gado chegar por todo o dia de hoje. Cerca de 150 parelhas se acham inscritas para disputar quatro taças que já se encontram entre nós. A maior novidade este ano, será o funcionamento do baile e bar, na quadra do JK, ao lado da pista.
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Continuam chegando assuenses para as festas deste ano: hoje, os doutores Antônio e Ovídio Montenegro. Amanhã, Milfont, Milton e Fernando Fonseca. 
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Já se encontra no Assu o maior derrubador de gado do Estado e campeão de vaquejada do Nordeste, o famoso Pitota. 
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os três irmãos Bentinho, babá e Alfredinho, de Goianinha, são por coincidência, os maiores corredores daquela localidade. Há três dias chegaram em companhia de Andiere e Oldanir, treinando diariamente para levar as taças.
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Os deputados Moacyr Duarte e Roberto varela, reservaram inscrições e chegarão amanhã para a vaquejada e festas. 
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Muito comentada a colaboração decisiva para a realização da Vaquejada, de Edgard Montenegro, José Leitão e Zé Constantino. 
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DO BLOG: Como pudemos observar a tradicional Vaquejada do Assu, do ano de 1965, realizou-se ao lado da escola Estadual Juscelino Kubitschek, provavelmente, nas imediações onde está edificada a Capela São Tarcísio - Bairro Dom Elizeu - Assu.
Foto ilustrativa retirada da Linha do Tempo de Lucílio Filho.
   

RELÍQUIAS HISTÓRICAS:

João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Auto de perguntas a Manoel da Rocha Bezerra, em continuação do interrogatório feito na Vila de Macau, a cerca da questão dos africanos.

Aos 3 dias do mês de agosto do ano do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e setenta, nesta cidade do Assú, comarca do mesmo nome da província do Rio Grande do Norte, em casa de residência do delegado de polícia em exercício do termo do Assú, capitão Luiz José Soares de Macedo, comigo escrivão interino de seu cargo abaixo nomeado, aí, perante o cidadão Manoel da Rocha Bezerra, pelo dito delegado lhe foram feitas as seguintes perguntas. 

Perguntado qual o seu nome, idade, estado, filiação, naturalidade, e profissão? Respondeu chamar-se Manoel da Rocha Bezerra, de setenta e sete anos, casado, filho legítimo de Balthazar da Rocha Bezerra, já falecido, natural desta Freguesia, e empregado na mesa das rendas provinciais da Vila de Macau.

Perguntado pelo delegado se conhece em Macau José Joaquim de Moura e Silva, e se sabe que ele vendera clandestinamente uma mulher livre como escrava pela quantia de oitocentos mil réis, quando e a quem? Respondeu que conhece José Joaquim de Moura e Silva, e sabe que ele vendeu a seu próprio pai Balthazar de Moura e Silva uma escrava de nome Benedicta, crioula, e que ouviu dizer que a venda se efetuara por oitocentos mil réis. Perguntando, ele delegado, se ele respondente sabe em que se funda o correspondente de Macau, para dizer em uma correspondência inserida no “Liberal do Norte”, de onze de junho deste ano, e datada de quatro do mesmo junho, que ali fora vendida por José Joaquim de Moura e Silva uma mulher livre? Respondeu que não sabia, mas que ouviu dizer que esta correspondência fora feita por pessoas desafetas ao mesmo José Joaquim de Moura e Silva, e a Joaquim Rodrigues Ferreira. Perguntado mais pelo delegado, se ele respondente sabia que em poder de Joaquim Rodrigues Ferreira, existem como escravos três pessoas livres, como também, além destes, outras pessoas livres em poder de alguém como escravo, segundo diz o mesmo correspondente? Respondeu que sabe que Joaquim Rodrigues Ferreira possui de oito a dez escravos entre os quais Antonia e duas filhinhas, cujo nome não se recorda; e que por ser a mesma Antonia filha de negra de Angola presume-se que nasceu de ventre livre; e quanto aos outros a que alude a correspondência, ele respondente não sabe.

Perguntado mais pelo delegado, se sabe de quem é filha a dita escrava Antonia? Respondeu que é filha de uma escrava de nome Josefa pertencente ao pai de Joaquim Rodrigues Ferreira. Perguntado mais pelo delegado se sabe de quem o pai de Joaquim Rodrigues Ferreira houve a dita escrava Josefa? Respondeu que não sabia.

Perguntado mais pelo delegado se sabia que no lugar Camoropim estiveram uns africanos que desembarcaram na Ilha de Manoel Gonçalves, vindos em uma escuna que ali aportou no ano de mil oitocentos e trinta e cinco; e se sabe que alguns desses africanos ou filhos dos mesmos são por alguém conservados em cativeiro, como diz o capitão Francisco Trajano Xavier da Cunha, em sua carta de vinte e oito de julho próximo passado, dirigida a esta delegacia por ocasião de ter sido chamado para dizer o que sabia a cerca daquela correspondência? Respondeu que é voz publica na Vila de Macau, que, na Ilha de Manoel Gonçalves aportou um barco no qual vinham africanos, e que dali seguira o mesmo barco para o Ceará, onde ouviu dizer que foram tomados os mesmos africanos pela justiça, em consequência de serem contrabandos; mas que do tempo em que isso se deu não recorda: tendo-lhe dito o mesmo Francisco Trajano Xavier da Cunha, que o finado D. Manoel de Assis Mascarenhas, quando presidente desta província, mandara sindicar desse fato por intermédio das autoridades daquela Ilha de Manoel Gonçalves, onde era então Juiz de Paz, Joaquim Álvares da Costa, mas que não sabe, ele respondente, se ali ficaram africanos vindos no mesmo barco.

Perguntado mais pelo delegado, se sabia de quem era filha Benedita, vendida por José Joaquim de Moura e Silva? Respondeu que era filha de Joaquina, escrava que foi de Balthazar de Moura e Silva. Perguntado mais pelo delegado se ainda existe Joaquina, e de que nação é, e se escrava, ou livre? Respondeu que ainda existe na Vila de Macau, é de nação angola, e hoje liberta pelo dito Balthazar de Moura e Silva; em consequência dos bons serviços a ele prestados. Perguntado mais pelo delegado se sabe donde houve Balthazar de Moura e Silva, a dita escrava Joaquina? Respondeu que por herança do sogro Antonio Joaquim de Sousa. Perguntado mais pelo delegado se sabe de quem a houve Antonio Joaquim de Sousa? Respondeu que não sabia.

Aqui encerrou o auto de perguntas que foi escrito por Luiz da Circuncisão Ferreira Cabeça e assinado em 23 de setembro de 1870.

Este documento foi extraído do jornal “O Assuense”, de 6 de outubro de 1870, digitalizado pela Hemeroteca Nacional.
Manoel da Rocha Bezerra, casou na Ilha de Manoel Gonçalves em 1829, com Josefa Jacinta de Vasconcelos. Era tio-avô do jornalista Pedro Avelino; Francisco Trajano Xavier da Cunha, viúvo, em 1826, de Maria Ignácia Fernandes Pimenta, casou em 1829, nas Oficinas, com Senhorinha Clara dos Anjos, irmã de Josefa Jacinta de Vasconcelos.

O português Antonio Joaquim de Sousa era casado com Thomázia Martins Ferreira, filha do capitão João Martins Ferreira. A filha deles, Josefa Martins de Sousa, casou com o português Balthazar de Moura e Silva, e daí nasceu José Joaquim de Moura e Silva. Este último casou, em 1871, com Antonia Leopoldina de Sousa, filha de Pedro Virgulino de Sousa e Maria Rodrigues Ferreira, esta última, irmã de Joaquim Rodrigues Ferreira, ambos filhos do português Manoel Rodrigues Ferreira e Izabel Martins Ferreira.
Fonte: Hipotenusa.
Foto Ilustrativa: wikipedia.org

POLÍTICA:

O deputado estadual pelo PR e candidato à reeleição, George Soares, participou de agenda junto a candidata à deputada federal Zenaide Maia na cidade São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. 

Eles conheceram a turma de jovens e adolescentes do projeto "Samuel Bom de Bola", no bairro Jomar Alecrim, apresentado pela Secretária de Assistência Social Jane Cleide e pelo líder comunitário Antônio Carlos.

"Em todo nosso mandato sempre apoiamos diversos projetos sociais e também estamos participando desse maravilhoso incentivo aos jovens aqui em São Gonçalo do Amarante", frisou o deputado George Soares.

REELEIÇÃO:

PC do B do Assú apoia reeleição do deputado do PR George Soares
O PC do B em Assú, partido que tem como candidato a vice-governador, o deputado estadual, Fábio Dantas, na chapa encabeçada pelo governador Robinson Faria (PSD), apoia a reeleição do deputado estadual George Soares, do PR, partido que tem o deputado federal João Maia como candidato a vice-governador na chapa do candidato do PMDB, Henrique Alves.

O presidente do diretório municipal do PC do B, Antônio de Paula Batista, o popular Burrego, é uma das principais liderança dos comunista de Assú a defender a reeleição do deputado do PR.

Além de Burrego, o PC do B, tem também o ex-candidato a vereador, Walker Meneses que vota em Robinson Faria e é aliado do parlamentar republicano. O PC do Assú apoia a reeleição de George Soares que vota em Henrique Alves.
Na festa de posse dos novos prefeito e vice de Ipanguaçu, respectivamente, Francisco Geraldo de Paula Lopes, "Geraldo Paulino" (PT), e Valderedo Bertoldo (PPS), que aconteceu há pouco dias, o deputado e candidato a vice-governador Fábio Dantas (PC do B), fez elogios a atuação do deputado George Soares, durante entrevista a Rádio Princesa do Vale.

"A região do Vale do Açu já foi muito debatida na Assembleia Legislativa. Inclusive, pelo mandato do deputado George Soares, sempre muito atuante aqui na região", destacou Fábio Dantas.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

PERSONALIDADE ASSUENSE:

Será amanhã, 29 de julho, às 9 horas, na Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho, o lançamento do livro Terceirização - Uma Expressão do Direito Flexível do Trabalho na Sociedade Contemporânea -, autoria da assuense e Desembargadora Federal do Trabalho Maria do Perpétuo Socorro Wanderley de Castro.

A obra, conta com o prefácio do advogado e presidente da Academia Pernambucana de Direito do Trabalho (APDT) Fábio Túlio Barroso.

A assuense Maria do Perpétuo Wanderley de Castro é Mestre em Direito, Processo e Cidadania, Especialista em Direito do Trabalho e Professora do curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
PARABÉNS E SUCESSO!!