terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AÇÃO PARLAMENTAR

BARRA DE MAXARANGUAPE 

GEORGE SOARES COMEMORA A INCLUSÃO DE MAXARANGUAPE NA
REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL
A Assembleia Legislativa derrubou na Sessão Extraordinária desta segunda-feira (18) o veto governamental que inclui a cidade de Barra de Maxaranguape na Região Metropolitana de Natal (RMN).

O projeto de autoria do deputado estadual George Soares (PR) - foto - altera o dispositivo da Lei Complementar nº 391, de 22 de julho de 2009, que dispõe sobre a RMN.

“É a concretização de um sonho do povo, da prefeita Neidinha e de Amaro Saturnino. Maxaranguape hoje está ligada à Grande Natal e se beneficiará diretamente deste projeto”, comentou o deputado.

Já a prefeita de Maxaranguape, Neidinha, agradeceu ao parlamentar em nome de todos os maxaranguapenses, e destacou que agora alguns projetos como o 'Minha Casa Minha Vida' poderá ser ampliado, além da melhoria de transportes, telefonia e dos serviços da SAMU.

Com o veto derrubado, a Assembleia Legislativa promulgará o projeto incluindo a cidade na Região Metropolitana de Natal - RMN, que passará a ter 11 municípios.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DESCENDÊNCIA DO ITAJÁ

Frei Miguelinho e os Teixeira de Souza


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Navegava tranquilamente pela Hemeroteca da Biblioteca Nacional quando me deparei com uma homenagem póstuma ao coronel José Theodoro de Souza Pinheiro, postada no Diário do Natal, pelo partido oposicionista de Angicos, em 2 de setembro de 1906. Essa publicação transcrevi para o meu blog, mas algumas particularidades, ali contidas, me fizeram reexaminar algumas questões genealógicas que precisavam ser revistas.
No documento em questão constava que José Theodoro era filho de Antonio Teixeira de Souza e Dona Anna Ritta Veiga de Azevedo, e neto paterno do capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, descendente da família de Frei Miguelinho, e materno do capitão Francisco Lopes Viégas. Por isso, resolvi saber mais sobre o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, pois já tinha feito um artigo sobre os Teixeira de Souza e outro sobre o testamento de Mariana Lopes Viégas, esposa do dito capitão. Encontrei mais dois documentos importantes para o nosso trabalho: primeiro, uma homenagem póstuma para o avô paterno de José Theodoro, na mesma Hemeroteca, e segundo, um batismo em 1795.
Antes de entrar nesses documentos vale lembrar que Nestor Lima e Aluízio Alves escreveram que o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, descendente da família “Saco” (sem explicar que família era essa), e que foi juiz ordinário, em Natal, casou com Florinda Lopes, filha do tenente Antonio Lopes Viégas. Mais ainda, que Manoel Antonio de Oliveira Câmara, sobrinho do capitão, casou com outra filha de Viégas, Marianna Francisca Lopes. Pelas minhas pesquisas, o capitão Francisco Antonio Teixeira de Sousa tinha casado duas vezes, uma com Marianna Lopes Viégas, e depois, com Joaquina Lúcia da Conceição. Além disso, o registro de óbito dele informava que morreu em 27 de setembro de 1888, já viúvo de Joaquina Lúcia, com a idade de 102 anos mais ou menos, sendo a causa da morte, velhice.
O primeiro documento que encontrei, na Gazeta do Natal, datado de 10 de outubro de 1888, dizia que o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, tinha falecido em 27 de setembro de 1888, mas com a idade de 106 anos. Melhor ainda, informava que ele tinha nascido em 5 de janeiro de 1783 (talvez 1782, pelas contas, ou 105 anos de idade), dia em que seu pai, o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, assumia as suas funções do cargo de Juiz Ordinário na Vila da Princesa, hoje cidade do Assú.
Com as informações acima, ficava patente que tínhamos dois Francisco Antonio Teixeira de Souza, e parte da história sobre os Teixeira de Souza precisava ser reescrita. Como sempre repito, a duplicação de nomes gera problemas para os genealogistas. Vamos ao segundo documento, o batismo que encontramos, inserido no meio de registros de batismos de 1848, transcrito pelo Reverendo Manuel Januário Bezerra Cavalcanti. Um achado e tanto!
João, filho legítimo de Francisco Antonio Teixeira de Souza e Florentina Lopes Viégas, nasceu em dias do ano de mil setecentos, e noventa e seis, e foi batizado no mesmo ano, nesta matriz de São João Baptista do Assú, pelo Reverendo Vigário Francisco de Salles Gurjão, com os santos óleos; foram padrinhos o capitão-mor João do Rego Barros, e Anna Francisca da Conceição, todos desta Freguesia. Do que fiz este termo em que assino. Manoel Januário Bezerra Cavalcanti.
No registro acima, a esposa do primeiro Francisco, era Florentina, e não Florinda como escreveram Aluízio e Nestor. Esse, portanto, era o nome da filha do tenente Antonio Lopes Viégas, salvo equívoco no registro de batismo.
Quanto ao segundo Francisco Antonio Teixeira de Souza, filho do primeiro, temos as seguintes informações extraídas da Gazeta do Natal: seu primeiro casamento teve lugar no dia 8 de janeiro de 1810 com Dona Marianna Lopes Viégas, filha do capitão Francisco Lopes Viégas. Desse casamento teve 20 filhos, passando à segunda núpcias, em 20 de setembro de 1840, com sua sobrinha D. Joaquina Lúcia Viégas, filha do Alferes Francisco Lopes Viégas. Deste 2º consórcio teve 16 filhos, com os quais fez o número de 36.
Assim, Francisco Antonio (2º do nome) casou, a primeira vez, com uma prima. Se D. Joaquina Lúcia era sobrinha de Francisco Antonio, então o alferes Francisco Lopes Viégas devia ser irmão dele.
Por enquanto, não dá mais para fazer ilações, principalmente, por conta das repetições de nomes. Assim, evitamos novos erros. Agora, resta descobrir quem eram os ascendentes de Francisco Antonio Teixeira de Souza (1° do nome) que tinha parentesco com Frei Miguelinho. Lembramos que a mãe de Miguelinho, Dona Francisca Antonia Teixeira, era neta do português de Arrifana de Sousa, Francisco Pinheiro Teixeira e de Dona Maria da Conceição Barros.
O texto completo sobre o Francisco Antonio (2º do nome), que encontramos na Gazeta, foi postado no blog.
Aproveitamos este espaço para parabenizar o Arquivo da Cúria e o Departamento de História da UFRN pela digitalização dos microfilmes dos livros de batismos, casamentos e óbitos, que atualmente realizam. Nota 10.

João de Francisco Antonio e Florentina

 

CONTO

CONTO DE UM CÉTICO 
                                                                           
 
              (Alexandre, o Grande, me mandou este e-mail que reproduzo aqui.)

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês... O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela... Pense nisso!!!


Publicado por: Hipotenusa

domingo, 17 de fevereiro de 2013

DESCANSAR

“Há um mundo bem melhor... 
só que é caríssimo”. 

Bom domingo para todos!

CULTURA


LANÇAMENTO DO LIVROS: 'A LAGOA DO PIATÓ - FRAGMENTOS DE UMA HISTÓRIA' - EDUFRN - 2006; e, 'HISTÓRIAS DE ONTEM PARA AMANHÃ' - Luis Justo. Coleção: Metamorfose - UFRN.
Foto: Senhor Luis Justo (Luizinho) de Olho D'água - Piató, professora e pesquisadora Conceição Almeida (autora) , Chico Lucas de Areia Branca - Piató, professor Willington Germano (assuense), professor e pesquisador Willis (cerimonialista do evento), professora e pesquisadora Wani Fernandes (autora) e Ivan Pinheiro. Local: UFRN.

PREVISÕES


A ANTROPÓLOGA E O PESCADOR 

Chico Lucas e Conceição no lançamento do livro 'Lagoa do Piató'
A professora e pesquisadora da UFRN, Conceição Xavier, relata um trabalho de pesquisa desenvolvido nas margens da Lagoa do Piató, o qual teve o apoio incontestável dos irmãos Chico Lucas e José Lucas - da comunidade de Areia Branca/Piató/Assu. Segundo a antropóloga esses dois homens expressam uma sabedoria extraordinária. Eles compreendem o comportamento dos animais e das plantas e também a dinâmica dos fenômenos físicos como sinais que permitem prever inverno ou seca.

Todas as épocas têm seus pensadores e intelectuais: pessoas que se distinguem pela maneira de observar os fenômenos com mais atenção e criar métodos específicos para conhecê-los, decifrá-los e explicá-los. Desde que o mundo é mundo, desde o aparecimento da espécie humana na terra, os homens procuram responder aos problemas que lhes são postos em todos os domínios de sua vida, sejam esses problemas individuais ou coletivos, materiais ou espirituais.

Chico Lucas e José Lucas, afirmam, por exemplo, que: “se no mês de janeiro a gata der cria, ou seja, parir e comer os gatos, seus filhos, é uma seca de fazer medo. Se o vento norte “cai” dia primeiro de setembro e “encarriá”, ou seja, continuar, o mês todinho, é bom sinal de inverno”.

“A experiência do pescador, para saber se vai chover, é a curimatã ovar. No ano que é mau, ela só ova, aqui acolá uma. É só de um lado. No ano que ela esta esperando uma enchente grande, então ela ova os dois lados. As duas laterais dela ficam bem ovadinhas. A mesma coisa acontece com o peixe coró”. Afirma Chico Lucas.

Esta foi apenas uma amostra das inúmeras experiências destes sábios assuenses, publicadas na 'Revista Galante' - nº 14/2002. Uma demonstração de que o homem inteligente nem sempre adquiri conhecimentos em uma universidade, a não ser a da vida.

CONTO RIMADO


CHICO E CHICA.
                               [passarinho-verde.jpg]
Sinha moça, eu conto um fato
De Chico ôio de gato
E Chica Passarinheira:
Ele, vendia missanga,
Pó de arroz e burundanga;
Era mascate de feira.

Chiquinha, uma roceira
Disposta e trabaiadeira...
Pegava os pásso e vendia.
Porém, tinha um priquito
Muito mansinho e bonito
Qui ela, vendê num queria.

Chico, toda menhanzinha,
Ia a casa de Chiquinha
Já cum mardósa intenção...
Na cunversa qui travaram,
Os  óio, se encontraram...
Tibungo, no coração.

Chico, moço da cidade,
Cunversava de verdade,
Dotô em tefularia,
Foi de vagá se chegando,
Passando a mão e alisando
E o priquitinho cedía

O bicho se arrupiava...
Ela, calada deixava,
Gostava daquele trato.
Nisso o amô pôz a canga!
Pôi-se a brincar cum a missanga
De Chico ôio de Gato.

Um brincando, outro alizando
E a missanga amariando
Nisso, um gritinho se ôviu.
Num é qui o priquito-rico,
Teve fome e abriu o bico...
Bufo – a missanga engoliu.

Chico mudô de caminho!
O verde priquitinho
Bateu asas e avuô...
E Chica Passarinheira,
Tá sôrta na buraqueira...
Inté o nome mudô.

Renato Caldas

Charge: blog de Marii Andrade