terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MEIO AMBIENTE

PROTEÇÃO AMBIENTAL NO VALE DO ASSU

Está em gestação na esfera do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema/RN) o projeto que tem por finalidade instituir uma Área de Proteção Ambiental (APA) compreendendo um espaço territorial que abrangerá seis municípios do Vale do Assu.

O projeto de preservação ecológica – que dentre outros fins procurará garantir a não extinção de espécimes como a carnaúba – terá amplitude por sobre as cidades de Assu, Ipanguaçu, São Rafael, Alto do Rodrigues, Pendências e Carnaubais.
A maior parte do território absorvido pela empreitada se localizará nos municípios de Assu (28%) e Carnaubais (27%).
Agora a pérola.
Das seis cidades com as quais o órgão ambiental já buscou contato sobre o empreendimento apenas Carnaubais deu resposta positiva, segundo Ademar Meneses, pessoa que foi designada para encarregar-se das ações relativas a tal ação naquela cidade.
Será que faltam responsabilidade e consciência ambiental aos gestores dos demais municípios?
Ou estes senhores não tiveram tempo de se deter por sobre questão de tamanha relevância?

CULTURA

ASSU – TERRA DOS POETAS
Ivan Pinheiro
“Em tempos que já vão distantes, o Assu primou pelo amor às letras e pela sua dedicação às artes. Seu povo tinha em alta conta o desenvolvimento da inteligência e o apogeu da cultura. A sensibilidade era a sua constância.

         Dotados de um acentuado senso artístico, os seus filhos alinhavam os seus propósitos e as suas tendências no sentido do aperfeiçoamento e do evoluir cultural. Enamorados do belo tinham a percepção do seu encantamento, do seu êxtase e do seu predomínio na estrutura espiritual.

         Tamanha era essa desenvoltura, esse apego, esse apaixonamento, que, em última análise, se poderia pensar serem esses atributos um sentimentalismo congênito ou então seria uma predestinação atávica ou uma determinação biológica. A espontaneidade das revelações no domínio das belas artes surpreendia.

         A disputa na conquista de uma escalada maior no aprimoramento do espírito, como que despertavam as energias telúricas, os entendimentos nativos, convergindo as idéias para o ponto centralizador que outro não era senão a ganância do saber.

         Havia, nessas épocas que já descambam para o esquecimento, uma sintonização mental criando uma mentalidade propiciatória aos elevados empreendimentos sociais e recreativos: velhos e moços se aglutinavam, se harmonizavam e se entendiam na promoção de tertúlias literárias destinadas a acelerar, a desenvolver e a intelectualizar o meio ambiente.

         Daí em nossa terra, ter tido a Imprensa, o teatro e a Poesia o seu habitat e a sua soberania. O povo assuense, na exuberância dos seus ardores poéticos e jornalísticos, nos seus arrebatamentos imaginários, elevou e engrandeceu a gleba que lhe serviu de berço.

         Há na geração nova um fenômeno assustador. É o alheamento ao passado. É tão acentuado, que difícil se torna ao pesquisador concatenar acontecimentos, às vezes não muito remotos, se tiver que confiar na veracidade dos depoimentos. Acreditamos que não por mistificações. Porém, por desapego, desinteresse às cousas do passado”.

         Este relato, em fragmentos, foi retirado da apresentação do livro História do Teatro no Assu, de autoria do historiador assuense Francisco Amorim, publicado no ano de 1972.

É bom que se diga que o município do Assu, desde o ano de 1922, que blasona e tenta sustentar dois epítetos culturais difíceis de serem mantidos, que são: “Assu - Terra dos Poetas” e “Assu – A Atenas Norte Rio Grandense”.

O Assu recebeu estes dois apelidos em pleno ano de efervescência na cultural brasileira (1922), momento em que surgia o movimento modernista culminando com a I Bienal de São Paulo.

A juventude da época foi tocada, como por encanto por uma onda de ânimo artístico cultural, proporcionando um refino na cultura até hoje inquestionável, no que concerne a sua contribuição para o alento cultural brasileiro.

         Pois bem, neste ano, o poeta, cronista e dramaturgo Ezequiel Wanderley pesquisou, planejou e publicou uma obra que mereceu integral apoio de intelectuais e governo. Publicou o livro POETAS DO RIO GRANDE DO NORTE com 108 poetas nascidos em território Potiguar. Reuniu poetas líricos, simbolistas, clássicos, naturalistas, parnasianos, decadistas, satíricos e humoristas.

Destes 108 poetas, 29 eram assuenses sendo que, 12 destes assuenses, faziam parte da Academia Norteriograndense de Letras.

         A partir desta realidade e levando em consideração o tradicional destaque do povo assuense na literatura, poesia, música, teatro e, sobretudo na imprensa escrita, contribuindo de forma decisiva na vida cultural do Estado, o Assu foi comparado, em nível de Rio Grande do Norte, com a capital Atenas - berço de intelectuais da antiga Grécia.

         Depois deste, vieram outros livros: Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense, de Rômulo Chaves Wanderley, publicado em 1965; A Poesia e o Poema do Rio grande do Norte, de Moacyr Cirne, publicado em 1979; Novos Poetas no Rio Grande do Norte, organizado pelo Núcleo de Literatura da Fundação José Augusto, entre outros.

Em todas estas coletâneas os poetas assuenses detiveram significativos percentuais, mostrando que o tempo não tinha apagado a verve literária da Terra dos Poetas.

         Em 1984 o assuense Ezequiel Fonseca Filho publicou o livro “Poetas e Boêmios do Assu” onde selecionou 36 poetas assuenses, considerados por ele, os melhores de todos os tempos.

Diversas outras obras, reunindo poetas do Assu, foram publicadas. Entre estas destacamos: Vertente Poética – publicado em 1985; Antologia Poética – 500 Anos – publicado no ano de 2000, em homenagem aos 500 anos do Brasil onde o poeta assuense, Fernando de Sá Leitão, representou o Assu em nível nacional e o livro Vertentes – Reunião com 25 poetas assuenses contemporâneos – publicado no ano de 2002 pela Coleção Assuense - criada pela Prefeitura Municipal do Assu e que até o ano de 2008, tinha lançado 14 livros.

         Muitas outras obras individuais foram publicadas, algumas bancadas pelos próprios poetas. Podemos citar um deles como exemplo: o poeta Francisco Diassis (Diá da Cerâmica) que sempre publicou seus trabalhos sem parcerias.

         O importante de tudo isso é que Assu conta com muitos adeptos da arte de escrever em versos. Poderemos até arriscar que dificilmente perderá o epíteto de “Terra dos Poetas”.

No entanto, haveremos de reconhecer que a produção nos últimos anos tem sido ínfima. Há de se admitir que o Assu possua muitos produtores culturais, inclusive no anonimato e, no que se refere à poesia, poderia contar com um número de poetas e poetisas bem maior, se, efetivamente, existisse incentivo.          

          Resta a esperança de que cada artista possa valorizar o que faz. Ser poeta, por exemplo, não é para qualquer um. Rimar São João com balão não significa que essa pessoa seja necessariamente um poeta ou um exímio conhecedor de rima e métrica. Para ser poeta é preciso inspiração, saber transmitir em versos este dom divino ofertado por Deus. Diga-se de passagem, de singular raridade. Ser poeta é fazer com que as pessoas viagem e vejam, através dos versos, o infinito do seu pensamento. Para a inspiração de um poeta o céu é o limite.

É tempo de revermos nossos valores. As expressões artísticas dos assuenses como estão? É chegado o momento de valorizarmos os epítetos culturais. O Assu precisa continuar sendo a Terra dos Verdes Carnaubais; A Terra dos Poetas e a Atenas Norte-rio-grandense. Vamos à luta!



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

RN EM EVIDÊNCIA


EM DISCURSO DE POSSE, HENRIQUE ALVES CRITICA INTERFERÊNCIA ENTRE PODERES.
Novo presidente da Câmara foi eleito com os votos de 271 deputados
 
Durou pouco mais de dez minutos o discurso de posse do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) como novo presidente da Câmara. Ainda assim, sobrou tempo para ele mandar recado aos poderes Executivo e Judiciário, criticando a interferência desses no funcionamento do Legislativo.
— Nunca se esqueçam, os outros poderes, com todo o respeito... Minha querida presidente Dilma [Rousseff], seu conjunto de ministros, o Judiciário ilustre... Todas as homenagens a um e a outro. Não faltará a eles o nosso respeito. Mas eles não se esqueçam de que aqui nessa Casa só tem parlamentar abençoado pelo voto popular desse imenso Brasil.
O novo presidente disse ainda que o Legislativo é o poder “que representa o povo brasileiro na sua mais sincera legitimidade”.
Henrique Eduardo Alves venceu a eleição nesta segunda-feira (4) com 271 votos. Rose de Freitas (PMDB-ES) teve 47 votos, Júlio Delgado (PSB-MG) teve 165 votos e Chico Alencar (PSOL-RJ) 11 votos.

Fonte: Filippo Cecilio, do R7

domingo, 3 de fevereiro de 2013

NOSSAS RAÍZES

BELEZAS POTIGUARES

ANTÔNIA ALBANO LOPES - MISS ASSU e RN - 1985



Antônia Albano e Sílvio Santos
JIMENA EDELWËISS NUNES - MISS ASSU e RN - 1987


Vencedoras Concursos no Rio Grande do Norte 

AnoMiss Universo Rio G. do NorteCidadeColocaçãoMiss Universo
2012Kelly FonsêcaGuamaré2º. Lugar
2011Daliane MenezesParnamirimSemifinalista (Top 10)
2010Joyce Cristiny SilvaSerrinha dos Pintos
2009Larissa Costa SilvaSão Gonçalo do AmaranteMISS BRASIL 2009Não se classificou.
2008Andressa de MeloTibauSemifinalista (Top 10)
2007Kalline Freire de MeloMossoróSemifinalista (Top 10)
2006Geisa Karina de AraújoTimbaúba dos Batistas
2005Kellyanne de MedeirosAngicos
2004Suzana Schott SilveiraNatal
2003Maria Cecília de SouzaSão Gonçalo do Amarante4º. Lugar
2002Muriel de Lima MendesNatal
2001Andréia de MoraisNatal
2000Jussara MedeirosSão Gonçalo do AmaranteSemifinalista (Top 11)
1999Tatiana dos SantosMossoró
1998Paula Carvalho ArrudaSão Gonçalo do Amarante4º. Lugar
1997Valéria Cristina BöhmNatal2º. Lugar
1996Elizabeth Milana GomesNatal
1995Cristina de Barros PortelaNatal5º. Lugar
1994Vanessa de Souza GurgelNatal
1992Rose Cristiane NascimentoParnamirimSemifinalista (Top 12)
1991Sueli RodriguesExtremoz
1989Acácia Rósea Souza AzevedoAreia Branca
1988Maria Josineide Bernardes
1987Jimena Edelwëiss NunesAssuSemifinalista (Top 12)
1986Maria Aparecida Santos
1985Antônia Albano LopesAssu
1984Zenáide Salústio CostaParelhas
1983Vanda Regina Pereira
1982Ambrosina Dantas AlencarCaicó
1981Elizabeth da Costa Peixoto
1980Neiva Maria Antunes LopesNatal
1979Marta Jussara da CostaMossoróMISS BRASIL 19794º. Lugar
1978Maria Lúcia Alves da Silva
1977Cenira Siqueira MarquesNatal
1976Eliane Rocha de AzevedoJardim do Seridó
1975Newman de CarvalhoSanta Cruz
1974Lucimar de OliveiraNatal
1973Maria Goreth Gurgel
1972Tázia Bezerra de Sá
1971Geysa Barbosa da CostaNatal
1970Maria Elna Belém da SilvaAreia Branca
1969Yara Lúcia Bezerra da CunhaSanta Cruz
1968Maria Suely Pereira da SilvaParelhas
1967Maria Isabel de Nóbrega
1966Maria Edite de Azevedo
1965Laurinete Bezerra AraújoMossoró
1964Neli Cavalcanti PadilhaCaicó5º. Lugar
1963Ísis Figueira de MeloGoianinha
1962Geórgia QuentalNatalSemifinalista (Top 08)
1961Carmen RodriguesNatalSemifinalista (Top 08)
1960Zélia Maria PinheiroNatal
1959Terezinha Maria BastosNatal
1958Maria Silveirinha SoaresMossoró
1957Maria do Socorro GurgelCaraúbas
1956Amaríles Gomes de Araújo
1955Maria José Varela Pachêco